Ata de nossa reunião de 30 de setembro de 2025
Hora: 19h
Lugar: Pot. Pourri Pizzaria - R. Furriel Luíz Antônio de Vargas, 374
Livro: O Livro Branco, de Han Kang
Compareceram ao encontro 7 (sete) integrantes do clube: Evelyn, Karen, Karin, Lídia, Lise, Suzana e Titina.
Nesse encontro, fomos convidadas para o jantar pela querida Karin, para comemorarmos o seu aniversário na reunião do Clube. Aperitivamos com burratas e vinho branco e brindamos a nossa aniversariante.
Iniciou-se conversando sobre variados assuntos, flores, viagens pelo Rio Grande do Sul, problemas de saúde e suas soluções.
Falei sobre a autora, Han Kang, sul-coreana, que foi distinguida em 2024 com o Prémio Nobel de Literatura “pela sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana”. A autora é filha de um romancista sul-coreano, Han Seung-won. Ela nasceu em Gwangju e aos 10 anos, mudou-se para Seul com a família. Estudou literatura coreana na Universidade Yonsei, localizada em Seul. Depois de se graduar trabalhou durante três anos como jornalista em algumas revistas. Sua carreira literária teve início com a publicação de cinco de seus poemas, em 1993, e sua carreira como romancista iniciou-se no ano seguinte, quando foi ganhadora do Concurso Literário da Primavera de Seoul Shinmun. Tornou-se mundialmente conhecida após a publicação do seu romance "A Vegetariana" em 2007, pelo qual, após sua tradução ao inglês, conquistou o Man Booker Prize (Prêmio Booker), em 2016. Em 2021, a escritora sul-coreana Han Kang participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), integrando a mesa "Vegetalize”, quando abordou temas centrais de sua obra, como a relação entre humanidade e natureza, explorados em livros como "A Vegetariana". A discussão destacou a sensibilidade da escritora para questões de opressão, violência e a resistência silenciosa, temas que permeiam sua narrativa e que conquistaram reconhecimento internacional. Atualmente ensina escrita criativa no Universidade de Seul.
A seguir, a Lídia apresentou uma breve síntese do enredo do livro lido, apontando tratar-se de uma obra poética e experimental sobre luto, dor, vida e morte, narrada de modo pessoal e reflexivo. A autora inicia a obra listando “coisas brancas”, cor que na Coreia simboliza o luto. Por meio de pequenos textos meditativos, evoca o nascimento e a morte precoce de sua irmã, nascida antes da autora, que viveu apenas duas horas. O livro explora a dualidade entre vida e morte, luz e sombra, com uma escrita tensa e meditativa, tecnicamente boa, mas que o leitor do texto considera sem apelo emocional. Durante uma estadia na Polônia, coberta pela neve branca, a autora relembra a dor da mãe que implorava pela vida da filha. O comentário final reconhece a beleza da escrita, mas admite dificuldade em compreender o sentido profundo da obra.
Passou-se, então, às apreciações de cada uma das amigas que leram o livro desse mês. A ampulheta não foi levada ao jantar, por esquecimento meu (sorry), mas tentou-se fazer de igual modo um controle de tempo, destinando poucos minutos para cada uma de nós.
Iniciou-se pela Suzana que interpretou a obra como uma homenagem à irmã falecida. Não gostou do livro, considerando-o um grande concorrente ao troféu Framboesa de literatura (hehe). Karin, nossa aniversariante anfitriã, também não gostou. Achou estranho, cansativo, embora pequeno, sem assunto, ainda comenta que os coreanos não transmitem emoções. Considerou-o o pior livro do Clube de todos os tempos. Karen não gostou, achou difícil se manter lendo, leu como poesia, achou o assunto pesado, não mereceu aplausos. Evelyn não gostou, mas a seu ver valeu a pena ter lido para conhecermos a autora e vermos que não gostamos de seu estilo. Não se entende bem a história. Lise diz que deu uma sensação de tristeza, gostou da cartinha que permitiu um entendimento de se tratar de um trauma familiar. Não se consegue entender se é um conto, ou meditação. Interpreta o branco como um vazio. Titina não gostou, mas após ler a crítica conseguiu achar melhor. Livro pesado, triste, sobre ausências, morte. No final se tem uma explicação, o que melhorou o entendimento da história. Cleo, que não pôde comparecer ao jantar, enviou por mensagem sua apreciação: “Gurias, eu amei o livro, achei poético, tem uma leveza simples. Fala sobre o silêncio interno, (o branco, usado como metáfora em todo o livro), sempre necessário para despertar um olhar para o mundo.” Assim, não se obteve unanimidade quanto ao livro não ser bom. Como se vê essa avaliação é bastante subjetiva. A Cleo surpreendeu as amigas ao informar ter adorado o livro.
A seguir, conversou-se sobre aniversários, decorações, novos prédios da cidade, novo shopping e muito mais.
Jantamos pizzas deliciosas, cortadas em quadradinhos. De sobremesa, fomos brindadas com uma torta maravilhosa da Leckerhaus, com cobertura da marzipã, trazida e oferecida pela gentil aniversariante, ocasião em que cantamos parabéns, homenageando nossa anfitriã da noite.
As conversas continuaram, sobre viagens, antigas e futuras, casamentos e separações, nutricionistas, alimentação, influências, famílias e relações familiares.
Foi tirada a foto e votou-se o próximo livro: A Bailarina de Auschwitz, da autora Edith Eva Eger.
Deliberou-se que a próxima reunião será em um horário diferente, realizada na hora do almoço, das 11h30 às 14h, no estabelecimento Universos - Livros, café, artes e vinhos, situado na Alameda Eduardo Guimarães, 100 - Três Figueiras, no dia 28 de outubro, uma terça-feira Agendem-se!
Boas leituras a todas e até lá, bjo, Titina.
