Por sugestão de uma amiga interessada em reunir o grupo e incentivar a leitura, criamos de forma bastante informal, um CLUBE DE LEITURA que está em plena atividade e já debate (outubro de 2011) seu quarto livro. Nossos encontros são mensais e  recheados de muitas discussões. Como não somos experts, muito menos críticos literários, debatemos os sentimentos que os livros nos proporcionam, o que tem se mostrado muito rico do ponto de vista do crescimento individual e da convivência coletiva fraterna.
         A criação deste Blog é para que registremos a trajetória do Clube. O nome TOSCANA, surge para homenagear  aquela região italiana que, após  uma viagem que fizemos ( entre 11 casais)  para visitá-la, em abril de 2011, ela ficou indelevelmente marcada nos nossos corações. Como a criação do CLUBE DE LEITURA,  decorreu da parceria desenvolvida naquela viagem, a continuidade  do convívio daquele grupo (hoje ampliado), também justifica a homenagem.
         Este  Blog, que é restrito às participantes do CLUBE DE LEITURA TOSCANA, poderá conter  toda espécie de comentários, sugestões e propostas referentes a livros (lidos ou não), filmes, músicas,  peças teatrais e/ou shows , sobre os quais queiramos compartir impressões.
Bem vindas amigas!

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Marie Curie e Suas Filhas: Livres - Geniais - Pioneiras - Inspiradoras – Poderosas , de Claudine Monteil

 


Ata de nossa reunião de 18 de maio de 2026


Hora: 19h 
Lugar: Restaurante L’Único, na Rua Gen. Couto de Magalhães, 1195

Livro - Marie Curie e Suas Filhas: Livres - Geniais - Pioneiras - Inspiradoras – Poderosas , de Claudine Monteil.

 

Compareceram ao encontro as 09 (nove)integrantes do clube: Cleo, Denise, Evelyn, Karen, KarinLidiaLise, Suzana e Titina.

 

Iniciou-se com muita conversa sobre comemorações recentes, filhos, noras, netos, bolsas, novos restaurantes da cidade, Narbona, Giardino di Mamma GemaPaparoto,  Mandarienier, Makoto. 

 

Logo começaram os brindes com vinho branco e fizemos os pedidos: escolhidos papardelle com lagosta (de novo) ou massa ao limone, basicamente.

 

Falei então sobre a autora, Claudine Monteilescritora, historiadora e ex-diplomata francesa, especialista em direitos das mulheres. Foi uma das fundadoras do movimento feminista francês em 1970, signatária do Manifesto das 343 e amiga próxima de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Também escreveu diversas obras sobre Beauvoir e o feminismo francês, além de ter atuado no Ministério das Relações Exteriores da França e publicado, em 2016, a primeira biografia de Éve Curie, filha de Marie Curie. Em resumo, era isso, não havia muito mais a registrar.

 

A seguir, a Lidia fez um breve resumo do livro, que conta a história de Marie Curie e suas filhas.  O livro retrata a trajetória de Marie Curie e de suas duas filhas, destacando uma família de mulheres marcantes na ciência e na cultura. Marie Curie recebeu dois Prêmios Nobel (Física e Química), algo raríssimo para a época, especialmente para uma mulher. Sua filha Irènetambém ganhou o Nobel de Química, junto com o marido. Marie e Irène acabaram morrendo em razão da exposição à radioatividade durante suas pesquisas. Já Ève Curie seguiu outro caminho: dedicou-se à escrita e ao jornalismo, tornando-se correspondente de guerra e autora da biografia de Marie Curie. Ève conviveu e entrevistou importantes figuras do século XX, como Winston Churchill, Eleanor Roosevelt, Chiang Kai-shek e Mahatma Gandhi. Viveu mais de cem anos, testemunhando grandes transformações históricas.O livro aborda temas como a importância da ciência, o papel da mulher na sociedade, igualdade de gênero e educação.

 

Foi comentado o sucesso das protagonistas. Sentiu-se admiração pelas mulheres retratadas.  Olivro é bem histórico e as mulheres muito bem sucedidas.  Há um paralelo do livro situando os acontecimentos na história.  A Polônia é retratada como um país em que na época só houve sofrimento.  Houve quem não gostasse do livro, grupo no qual me insiro, em que pese a importância da história contada e o valor das mulheres retratadas. Trata-se de um relatório, um documentário. As vidas das protagonistas, embora muito interessantes, foram apresentadas de forma pouco atraente, literariamente apreciando. Foi registrada, também, o destaque da filha Ève, que deu certo e não era cientista, nem endeusada.  Como pano de fundo de tudo, a sociedade européia, francesa, da época que era bem machista e conservadora. Comentou-se, também, a questão da contaminação com chumbo a que se expuseram as cientistas e o papel delas na 2ª Guerra Mundial.

 

Passou-se, então, a jantar, apreciando os pedidos feitos. E a foto foi tirada na mesa dessa vez.

 

Conversou-se bastante, sobre filmes, Hamlet, Hamnet, Nuremberg, Michael, O Morro dos Ventos Uivantes, o Diabo Veste Prada 2, e sobre cinemas da cidade, etc.  Também sobre a exposição Alice no País das Maravilhas e sobre a nova edição do livro, que foi exibida pela Cleo.  Muito bonita!  Quanto ao próximo livro, analisou-se O Adversário de Emanuel CarrèrePartículas Elementares, de Michel HouellebecqA Carne de Rosa Montero.  Foi escolhido, então, o livro A Carne

 

E mais conversas sobre sono, como dormir, remédios, viagens, Nashville, Bruce Springsteenetc. e a nossa reunião, dessa vez, acabou um pouco mais cedo.

 

Escolhido o livro  A Carne” de Rosa Montero , marcou-se a data da próxima reunião para o dia 23/06, uma terça-feira.

Boas leiturasbjo a todas e até lá, Titina.

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

CRIME E CASTIGO - Fiódor Dostoiévski

 


Ata de nossa reunião de 22 de abril de 2026


Hora: 19h 
Lugar: Restaurante L’Único, na Rua Gen. Couto de Magalhães, 1195
Livro - Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski,

Compareceram ao encontro as 10 (dez) integrantes do clube: Cleo, Denise, Evelyn, Karen, Karin, Lidia, Lise, Malu, Suzana e Titina.

Iniciou-se com muita conversa, muitos assuntos, muita saudade entre as amigas e saudades dos encontros. Falou-se de gafes no comparecimento a eventos, esquecimentos, trocas de data.

Logo começaram os brindes com vinho branco Pinot Grigio, acompanhados de focaccia servida como aperitivo. A conversa seguia animada. Cogitou-se marcar um próximo encontro no Le Bateau Ivre, mas a ideia foi rapidamente descartada, já que o restaurante não dispõe de um espaço reservado e adequado para o grupo.

Em meio a tantas conversas, mal se conseguia fazer os pedidos. Quase todas optaram pelo papardelle com lagosta, mas surgiu um impasse: havia apenas três porções disponíveis, suficientes para atender seis amigas. Assim, decidiram compartilhar os pratos em duplas — três pedidos de papardelle com lagosta, além de um polvo e um ravioli de camarão.

E as conversas continuavam, passando pelos novos restaurantes da cidade, pelas recentes atividades das organizadoras de festas e pelos últimos lançamentos da moda.

Fiz o resumo da vida do autor Fiódor Dostoiévski. Havia muito material, muitos acontecimentos e realizações. 

Fiódor Dostoiévski (1821–1881) foi um dos maiores escritores da literatura universal, reconhecido pela profundidade psicológica e filosófica de suas obras. Autor de clássicos como Crime e Castigo, O Idiota e Os Irmãos Karamázov, destacou-se pela análise intensa da alma humana, abordando temas como culpa, sofrimento, liberdade, fé, violência, pobreza, niilismo e conflitos morais. 

Sua obra exerceu enorme influência sobre a literatura, a filosofia, a psicologia e o existencialismo. Nascido em Moscou, em 11 de novembro de 1821, filho de um médico militar e de uma dona de casa, Dostoiévski cresceu em ambiente rígido, marcado por forte influência religiosa e literária. Apesar das dificuldades financeiras da família, recebeu sólida formação cultural. Ainda jovem, sofreu perdas decisivas: sua mãe morreu em 1836 e seu pai, possivelmente assassinado por servos em 1839. Formado em engenharia, abandonou a carreira para dedicar-se integralmente à literatura. 

Obteve reconhecimento imediato com seu primeiro romance, Gente Pobre, publicado em 1846. Contudo, sua obra seguinte, O Duplo, recebeu críticas severas, abalando sua ascensão literária. Em 1849, foi preso por participar do Círculo Petrashevski, acusado de conspiração contra o czar Nicolau I. Condenado à morte, viveu a dramática experiência de aguardar diante do pelotão de fuzilamento até que, no último instante, sua pena fosse comutada para trabalhos forçados na Sibéria, seguidos de serviço militar obrigatório. Esse episódio marcou profundamente sua visão de mundo e influenciou decisivamente sua produção literária posterior. 

Durante o período na Sibéria, sofreu os primeiros ataques de epilepsia e viveu intensos dramas pessoais. Casou-se inicialmente com Maria Dmitriévna e, mais tarde, com sua estenógrafa Anna Grigorievna Snitkina, que desempenhou papel fundamental em sua vida e carreira. Também enfrentou dificuldades financeiras constantes e desenvolveu vício em jogos de azar durante viagens pela Europa. 

Após retornar a São Petersburgo, retomou sua carreira literária e alcançou enorme prestígio tendo seu reconhecimento definitivo com a obra Crime e Castigo, seguido de O Idiota, Os Demônios e, por fim, Os Irmãos Karamázov, considerada sua obra-prima. Dostoiévski morreu em 1881, deixando legado intelectual incomparável. Sua obra influenciou pensadores como Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud, sendo considerada precursora da psicanálise, do existencialismo e de diversos movimentos filosóficos e artísticos modernos. Até hoje, é celebrado mundialmente por sua extraordinária capacidade de explorar os dilemas mais profundos da condição humana.

A seguir, a Lidia fez um breve resumo do livro. O texto apresenta Raskólnikov, protagonista de Crime e Castigo, como um ex-estudante brilhante que vive na miséria em São Petersburgo. Desesperado por dificuldades financeiras e ameaçado por uma agiota a quem deve dinheiro, ele passa a considerar assassiná-la. Paralelamente, o texto explica sua teoria do “homem extraordinário”: indivíduos superiores, por seu suposto valor para a humanidade, acreditariam ter o direito de ultrapassar leis morais comuns para atingir seus objetivos. O personagem se considerava um homem extraordinário, de quem admissível provocar a morte de alguém. Assim, ele mata a agiota e sua irmã, e passa a buscar o castigo. Ao ser confrontado pelo juiz, o acusado demonstra irritação e comportamento provocador, sugerindo um desejo inconsciente de ser descoberto e punido. Ao final, foi condenado a sete anos de prisão.

Cleo defendeu que ele teve culpa por matar a irmã da agiota, que era inocente, e não se encontrava abarcada pela sua teoria do “homem extraordinário”. Outras acham que não, que a culpa seria, também, pela morte da agiota. Sonia teria mexido com ele. Lise adorou, gostou muito de ter lido. Algumas leram bem rapidamente. A Karin disse que várias coisas a incomodaram, achou pesado, tenso, intelectual, filosófico. Não foi fácil. Titina comentou sobre a comunicação na época, tão diferente de agora: para falar com alguém, os personagens tinham que ir na casa da pessoa. Não havia telefone, muito menos aplicativos de mensagem. Não entendeu por que o pintor teria assumido a culpa da morte. Talvez no original se tivesse essa resposta – tortura, alguma vantagem? Não se soube. Malu referiu que quando ele começou a ser julgado surgiram coisas boas que ele realizava, como no atropelamento dar o dinheiro para os atos fúnebres do atropelado. Deu o que não tinha. Também comentou a questão do pintor, Denise mencionou a questão da diferença de cultura e de época. Não é possível se analisar com os valores de hoje. Valores muito religiosos, na época a moral religiosa muito influenciava. Temos que nos colocar naquele tempo, salientou. A mulher para a sua sobrevivência tinha que casar. Karen achou difícil, pesado, reflexivo, mas gostou muito. Enfatizou também a questão cultural. Suzana gostou muito e interpretou que a morte da irmã agravou a culpa do personagem, mas se fosse somente a agiota, ainda assim teria remorso. O personagem foi transformado pela culpa do crime. Quanto à pergunta sobre se ele se arrependeu, as amigas dividiram-se a respeito. Se ele tivesse dinheiro teria praticado o crime? Matou pela injustiça? Pelo fato de a agiota o explorar? São questões que surgiram e dividiram opiniões, ensejando grande reflexão. Sonia foi uma personagem importante, que deu ao personagem compaixão e amor, temas presentes até hoje. Evelyn ressaltou o lado psicológico muito interessante, gostaria de ter se detido mais. Referiu ainda o fato de a mãe e a irmã se sacrificarem para poder sustentar o filo. A questão cultural a respeito. Atribuiu ao personagem a condição de narcisista e megalomaníaco. 

Vieram os pratos, ótimos, jantou-se e a conversa continuou. Sobre saúde, novos tratamentos, espiritualidade, viagem de arte, São Paulo, Cidade Matarazzo, exposições interativas em São Paulo, MASP, Pinacoteca de São Paulo, Restaurante Le Petit Chef, uma nova experiência, viagens que fizeram e que vão fazer, e muito mais.

Momento da foto e escolheu-se o livro para a próxima reunião, dia 19/05, uma terça-feira.

Livro Marie Curie e Suas Filhas: Livres - Geniais - Pioneiras - Inspiradoras – Poderosas , de Claudine Monteil.

Boas leituras, até dessa ata, que ficou enorme, hehe. Não deixem de lê-la. Bjo a todas e até lá, Titina.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Reunião Inaugural 2026

 


Ata de nossa reunião de 16 de março de 2026

Hora: 19h 

Lugar: Restaurante MÜ, Rua Eudoro Berlinck, 260

Primeira reunião do ano – somente para comentários dos livros lidos nas “férias”

Compareceram ao encontro 8 (oito) integrantes do clube: Cleo, Karen, Karin, Lidia, Lise, Malu, Suzana e Titina.

Como entrada, pedimos  maravilhosos camarões e tomamos vinho branco.

Iniciou-se conversando sobre variados assuntos. Inicialmente sobre o Oscar, cuja premiação havia ocorrido na véspera. Falou-se das roupas, das atrizes, do Wagner Moura (que não ganhou estatueta).  Fizemos um brinde de ano-novo, tardio, mas verdadeiro para o Clube, que inicia o ano de encontros com esse jantar. Comentou-se o novo cinema da cidade, no Bourbon Carlos Gomes, que permite reclinar a poltrona, e que oferece serviço de drinks e de jantar para os frequentadores.  Comentou-se as séries que as amigas estão vendo, como Love Story, sobre o casamento do John John Kennedy.  Foi elogiado o filme “O Rei” e, também, o filme “A Empregada” que tem um final surpreendente, não revelado para não tirar a surpresa de quem ainda não assistiu. E muito mais se conversou: suplementos que prometem queimar a gordura, notícias endocrinológicas, chocolates, filhos, netos, Etiópia (para onde a Malu viajara recentemente).   Por fim foram relacionados alguns livros lidos em janeiro e fevereiro:  A Trilogia dos Gêmeos, Água para as Flores, O Colibri,  Clarice, Cabeça de Santo, Paraíso Tropical, e outros ainda.   Foi elogiado o curso on-line do Pondé, falou-se sobre feminicídio, o poder das mulheres, traições, consentimento, pedofilia, e muito mais. 

Jantou-se, sempre muito bons os pratos.

A seguir, a foto, ou as fotos, em vários ambientes, na busca do melhor ângulo e iluminação, finalmente encontrados.

Chá e cafezinho e depois sobremesas lindamente apresentadas, compartilhadas entre todas. 

Conversou-se mais um pouco, foram relembrados acontecimentos recentes e antigos.

E, por fim, votou-se o próximo livro, indicado pela Lidia: “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski, em sua versão adaptada.  Trata-se de um clássico do celebrado autor russo. 

Houve dúvida quanto à data da próxima reunião (15 ou 22/04) mas, a seguir, ao longo da semana, ficou acertado que será no dia 22 de abril, uma quarta-feira (como é do agrado de todas).  Agendem-se!

Boas leituras a todas e até lá, bjo, Titina.

sábado, 1 de novembro de 2025

A BAILARINA DE AUSCHWITZ- Edith Eva Eger

 Ata de nossa reunião de 28 de outubro de 2025


Hora:11h30min

Lugar: Universos - Livros, café, artes e vinhos - Alameda Eduardo Guimarães, 100 - Três Figueiras

Livro: A Bailarina de Auschwitz, de Edith Eva Eger


Compareceram ao encontro 8 (oito) integrantes do clube: Cleo, Evelyn, Karen, Karin, Lídia, Lise, Suzana e Titina.

Esse encontro foi realizado em um horário diferente, no fim da manhã.  Pouco a pouco, chegamos todas, e começamos a conversar sobre  novos restaurantes da cidade, novos shoppings nas cercanias desse café,  homeopatia, saúde, exposição dos impressionistas em São Paulo, dicas, comentários, acontecimentos. 

E pedimos águas e sucos.  A seguir, vacilou-se sobre pedir um cálice de vinho para uma das amigas, depois para algumas, no fim pediu-se uma garrafa de vinho, degustada por quase todas.  Para almoçar, os pedidos consistiram, basicamente, em raviólis ou sorrentinos e sanduíches light.  Cada uma fez o seu pedido. 

Não falei sobre a autora, Edith Eva Eger, porque se tratava de uma autobiografia.  Todas acabamos sabendo muito sobre a vida dela, não foi necessário apresentar um resumo.

Então, iniciou-se pela  Lídia que apresentou uma breve apreciação do livro, que consiste na história inesquecível de uma mulher que viveu os horrores da guerra, e que, décadas depois, encontrou no perdão a possibilidade de ajudar outras pessoas a se libertarem dos traumas do passado. Edith Eger era uma bailarina de 16 anos quando o exército alemão invadiu seu vilarejo na Hungria. Seus pais foram enviados para a câmara de gás, mas ela e as irmãs sobreviveram às torturas do campo de concentração. Ao final da guerra, Edith foi encontrada pelos soldados americanos em uma pilha de corpos dados como mortos. Mesmo depois de tanto sofrimento e humilhação nas mãos dos nazistas e, após anos e anos sendo já adulta e mãe de família, resolveu cursar psicologia, tornando-se profissional. Passou então a tratar pacientes que também lutavam contra transtornos pós-traumáticos, como soldados veteranos de guerra, mulheres vítimas de violência doméstica e tantos outros que, como ela, precisavam enfrentar a dor e reconstruir a própria vida. É  um relato emocionante de suas memórias e dos casos reais que ela ajudou. Uma lição de resiliência e superação, em que Edith nos ensina que todos nós podemos escapar à prisão da nossa própria mente e encontrar a liberdade, não importam as circunstâncias.  Lídia transcreveu duas mensagens da autora que a impressionaram: “Não existe hierarquia no sofrimento. Não há nada que torne a minha dor maior ou menor que a sua; não há nenhum gráfico no qual possamos registrar a importância de uma dor sobre a outra.” e  “Não quero que você leia a minha história e diga ‘meu sofrimento é menos importante’. Quero que você afirme ‘se você pode fazer isso, eu também posso.’”

Passou-se, então, às apreciações de cada uma das amigas que leram o livro desse mês.  A ampulheta não foi levada ao jantar, por esquecimento meu, novamente (sorry, sorry), mas tentou-se fazer de igual modo um controle de tempo, falando cada uma um pouco, organizadamente.

Iniciou-se pela Evelyn  que gostou muito e se impressionou com tudo o que a autora passou.

Suzana também gostou muito, pesquisou os locais onde ela esteve. Apontou como muito difícil o momento em que ela decidiu ir para os Estados Unidos. 

Cleo achou sensacional, dos melhores livros que já leu. Embora a história seja triste, não achou pesado o livro, mas poético.  Enfatizou a dor, o sentimento de cada um A autora tinha uma vida interior muito rica.  Privilegia o presente: agora estou aqui!  Chama a atenção, ainda, para a expressão “não somos o que juntamos, mas o que espalhamos”.

Titina achou o início muito linear.  Mas depois reconhece que o livro aprofundou muito, com belas reflexões, pensamentos, filosofia de vida.  Gostou muito do livro!

Lise ficou impressionada com a autora.  Desde pequena se mostrava forte.  Operou o olho sem anestesia. Possuía uma força interior.  Foi prejudicada desde cedo não podendo competir nas Olimpíadas, por ser judia.  Chama a atenção ainda para a sua coragem de voltar ao campo de concentração.  Foi o que a libertou.

Karin amou o livro.  Já teve um terapeuta que adorou, como a autora, que  foi uma ótima terapeuta. Já visitou Auschwitz, já esteve no Ninho da Águia. Livro muito belo.  Os agradecimentos também a impressionaram muito.

Karen gostou também, foi quem nos indicou o livro. Referiu o Viktor Frankl, psicólogo renomado, que teve grande importância na vida da autora, quando já psicóloga. 

A seguir, passamos a comentar livremente o livro.  Havia muito assunto, e mais e mais comentários e impressões. Citação de frases e pensamentos da autora, momento, reflexões, o livro rendeu muitas boas conversas.

Café, palmiers, docinho, e foi tirada a foto no ambiente da livraria, muito bonito.  Por fim, votou-se o próximo livro: Ferida, da autora Oksana Vassiákina.

E marcou-se a próxima reunião, para o Restaurante Benjamin Osteria Moderna, já conhecido de todas, na Av. Carlos Gomes, 400, térreo, no dia 26 de novembro, uma quarta-feira. Agendem-se!

Boas leituras a todas e até lá, bjo, Titina.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

O LIVRO BRANCO - Han Kang



 Ata de nossa reunião de 30 de setembro de 2025

Hora: 19h 

Lugar: Pot. Pourri Pizzaria - R. Furriel Luíz Antônio de Vargas, 374

Livro: O Livro Branco, de Han Kang

Compareceram ao encontro 7 (sete) integrantes do clube: Evelyn, Karen, Karin, Lídia, Lise, Suzana e Titina.

Nesse encontro, fomos convidadas para o jantar pela querida Karin, para comemorarmos o seu aniversário na reunião do Clube. Aperitivamos com burratas e vinho branco e brindamos a nossa aniversariante.

Iniciou-se conversando sobre variados assuntos, flores, viagens pelo Rio Grande do Sul, problemas de saúde e suas soluções. 

Falei sobre a autora, Han Kang, sul-coreana, que foi distinguida em 2024 com o Prémio Nobel de Literatura “pela sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana”.  A autora é filha de um romancista sul-coreano, Han Seung-won. Ela nasceu em Gwangju e aos 10 anos, mudou-se para Seul com a família. Estudou literatura coreana na Universidade Yonsei, localizada em Seul. Depois de se graduar trabalhou durante três anos como jornalista em algumas revistas. Sua carreira literária teve início com a publicação de cinco de seus poemas, em 1993, e sua carreira como romancista iniciou-se no ano seguinte, quando foi ganhadora do Concurso Literário da Primavera de Seoul Shinmun. Tornou-se mundialmente conhecida após a publicação do seu romance "A Vegetariana" em 2007, pelo qual, após sua tradução ao inglês, conquistou o Man Booker Prize (Prêmio Booker), em 2016. Em 2021, a escritora sul-coreana Han Kang participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), integrando a mesa "Vegetalize”, quando abordou temas centrais de sua obra, como a relação entre humanidade e natureza, explorados em livros como "A Vegetariana". A discussão destacou a sensibilidade da escritora para questões de opressão, violência e a resistência silenciosa, temas que permeiam sua narrativa e que conquistaram reconhecimento internacional. Atualmente ensina escrita criativa no Universidade de Seul.

A seguir, a Lídia apresentou uma breve síntese do enredo do livro lido, apontando tratar-se de uma obra poética e experimental sobre luto, dor, vida e morte, narrada de modo pessoal e reflexivo. A autora inicia a obra listando “coisas brancas”, cor que na Coreia simboliza o luto. Por meio de pequenos textos meditativos, evoca o nascimento e a morte precoce de sua irmã, nascida antes da autora, que viveu apenas duas horas. O livro explora a dualidade entre vida e morte, luz e sombra, com uma escrita tensa e meditativa, tecnicamente boa, mas que o leitor do texto considera sem apelo emocional. Durante uma estadia na Polônia, coberta pela neve branca, a autora relembra a dor da mãe que implorava pela vida da filha. O comentário final reconhece a beleza da escrita, mas admite dificuldade em compreender o sentido profundo da obra.

Passou-se, então, às apreciações de cada uma das amigas que leram o livro desse mês.  A ampulheta não foi levada ao jantar, por esquecimento meu (sorry), mas tentou-se fazer de igual modo um controle de tempo, destinando poucos minutos para cada uma de nós.

Iniciou-se pela Suzana que interpretou a obra como uma homenagem à irmã falecida.  Não gostou do livro, considerando-o um grande concorrente ao troféu Framboesa de literatura (hehe). Karin, nossa aniversariante anfitriã, também não gostou.  Achou estranho, cansativo, embora pequeno, sem assunto, ainda comenta que os coreanos não transmitem emoções.  Considerou-o o pior livro do Clube de todos os tempos. Karen não gostou, achou difícil se manter lendo, leu como poesia, achou o assunto pesado, não mereceu aplausos. Evelyn não gostou, mas a seu ver valeu a pena ter lido para conhecermos a autora e vermos que não gostamos de seu estilo.  Não se entende bem a história. Lise diz que deu uma sensação de tristeza,  gostou da cartinha que permitiu um entendimento de se tratar de um trauma familiar. Não se consegue entender se é um conto, ou meditação.  Interpreta o branco como um vazio. Titina não gostou, mas após ler a crítica conseguiu achar melhor.  Livro pesado, triste, sobre ausências, morte.  No final se tem uma explicação, o que melhorou o entendimento da história. Cleo, que não pôde comparecer ao jantar, enviou por mensagem sua apreciação: “Gurias, eu amei o livro, achei poético, tem uma leveza simples.  Fala sobre o silêncio interno, (o branco, usado como metáfora em todo o livro), sempre necessário para despertar um olhar para o mundo.” Assim, não se obteve unanimidade quanto ao livro não ser bom. Como se vê essa avaliação é bastante subjetiva.  A Cleo surpreendeu as amigas ao informar ter adorado o livro.

A seguir, conversou-se sobre aniversários, decorações, novos prédios da cidade, novo shopping e muito mais.

Jantamos pizzas deliciosas, cortadas em quadradinhos.  De sobremesa,  fomos brindadas com uma torta maravilhosa da Leckerhaus, com cobertura da marzipã, trazida e oferecida pela gentil aniversariante, ocasião em que cantamos parabéns, homenageando nossa anfitriã da noite.

As conversas continuaram, sobre viagens, antigas e futuras, casamentos e separações, nutricionistas, alimentação, influências, famílias e relações familiares. 

Foi tirada a foto e votou-se o próximo livro: A Bailarina de Auschwitz, da autora Edith Eva Eger.

Deliberou-se que a próxima reunião será em um horário diferente, realizada na hora do almoço, das 11h30 às 14h, no estabelecimento Universos - Livros, café, artes e vinhos, situado na Alameda Eduardo Guimarães, 100 - Três Figueiras, no dia 28 de outubro, uma terça-feira  Agendem-se!

Boas leituras a todas e até lá, bjo, Titina.

domingo, 28 de setembro de 2025

SETEMBRO NEGRO - Sandro Veronesi

 


Ata de nossa reunião de 02 de setembro de 2025


Hora: 19h 
Lugar: Pot. Pourri Pizzaria - R. Furriel Luíz Antônio de Vargas, 374

Livro: Setembro Negro, de Sandro Veronesi

 

Compareceram ao encontro 8 (oito) integrantes do clube: Cleo, Evelyn, Karen, KarinLídiaMalu, Suzana e Titina.

 

Aperitivamos com vinho branco.

 

Iniciou-se conversando sobre variados assuntos erecentes acontecimentos na cidade. 

 

Falei sobre o autor, Sandro Veronesi, nascido em 1959. Trata-se de um romancista, ensaísta e jornalista italiano, que publicou vários romances, três livros de ensaios, uma peça teatral, inúmeras introduções a romances e coletâneas de ensaios, entrevistas, roteiros de cinema e programas de televisão. É o único escritor que foi agraciado duas vezes com o mais prestigiado prémio literário de Itália, o Prémio Strega: em 2006 pelo seu romance Caos Calmo e em 2020 pelo seu romance O Colibri.

 

A seguir, a Lídia apresentou uma breve síntese de seu enredo, contando que a obra narra a história de Gigio, um garoto de 12 anos que, já adulto, revisita lembranças do verão de 1972. O autor descreve minuciosamente cenários, cheiros, sons e referências históricas, como as Olimpíadas de Munique de 1972 e o massacre promovido pelo grupo palestino Setembro Negro. O enredo mantém a promessa de um acontecimento inesperado e brutal, mas, quando este ocorre, próximo ao final, a seu ver, não gera o impacto esperado.  Lidia não gostou do livro, tinha abandonado a leitura, mas depois retomou em razão do compromisso com o Clube. 

 

Passou-se, então, às apreciações de cada uma das amigas que leram o livro desse mêspor até três minutos, com o controle da ampulheta sendo feito pela Evelyn.  

 

Iniciou-se pela Karin, que até a metade achou o livro chato, Quase desistiu, lendo também em consideração ao Clube.  Ao final, apreciou mais, mas não foi de seu agrado.  A parte final, sobre os olivais e herança deixada pelo pai também não foi de seu agrado.

 

Evelyn achou muito descritivo, mas da metade para o fim, melhor.  O final não tinha nada a ver, mas pesquisando pôde perceber que o capítulo dos olivais tinha certo sentido, como uma coisa que, vista de cima, parecia ser uma coisa só mas, individualmente, havia várias árvores.

 

A Malu também se decepcionou.  A seu ver, otítulo só visou chamar a atenção e vender o livro. Esperava ler algo sobre as Olimpíadas de 1972, mas não era esse o enredo.  Quanto ao capítulo final, dos olivais, deveria ser outro livro.  Muito estranho.

 

Karen diz que o livro só teve início e fim, sem meio, que ele encorpou com histórias de praia, esportes, a vingança da mãe impressionou.  Seria um livro sem revisão, mal escrito em algumas partes.

 

Cleo refletiu que, quando se aprecia uma obra, livro, poesia, arte, não se deve apegar a nada pragmático.  A expressão do “amanhecer na Cornualha” a impressionou, assim como quando ele flagra a mãe falando com raiva, sem saber estar sendo observada.  Naquele momento o menino, personagem principal,  percebe que a mãe talvez fosse diferente daquela que ele conhecia, percebeu que não a conhecia por inteiro. Ali ele começa a mudar.  O autor é um poeta, tem profundidade. O relato da paixão que ele tinha pela Astel também impressionou.  O amor era algo dele. 

 

Titina adorou o livro. Achou interessante a abordagem indireta da discriminação racial na Europa da época, as relações, os valores que então grassavam.  Mesmo a parte da herança, que foi de maior complexidade e dificuldade de interpretação foi interessante. Gostou muito.

Suzana gostou, mas não tanto.  Pesquisou a praia onde a história se passa no mapa, gostou do foco nas Olímpíadas.  Pontua que a mãe fez alienação parental com o pai e critica, ainda o fato de um velejador virar um adepto de lanchas (o pai, no caso).  Isso não tem possibilidade de acontecer na prática.

 

Ainda assim, embora não apreciado pela maioria, o livro produziu certa polêmica.  A verdade e a mentira. Falou-se sobre loucura, família, personalidade, questões familiares.  Rendeu assunto. 

 

Jantou-se pizzas muito gostosas, que vêm cortadas em quadradinhos.  De sobremesa,  pizzas doces igualmente deliciosas, compartilhadas entre todas. 

 

Foi tirada a foto e, por fim,  votou-se o próximo livro: O Livro Branco da autora premiada com o Nobel de literatura em 2024, Han Kang, escritora sul-coreana.

 

A próxima reunião foi marcada para o dia 01 de outubro, uma quarta-feira, mas, depois, antecipada para o dia 30/09, terça-feira. Agendem-se!

 

Boas leituras a todas e até lá, bjo, Titina.