Ata de nossa reunião de 28 de outubro de 2025
Hora:11h30min
Lugar: Universos - Livros, café, artes e vinhos - Alameda Eduardo Guimarães, 100 - Três Figueiras
Livro: A Bailarina de Auschwitz, de Edith Eva Eger
Compareceram ao encontro 8 (oito) integrantes do clube: Cleo, Evelyn, Karen, Karin, Lídia, Lise, Suzana e Titina.
Esse encontro foi realizado em um horário diferente, no fim da manhã. Pouco a pouco, chegamos todas, e começamos a conversar sobre novos restaurantes da cidade, novos shoppings nas cercanias desse café, homeopatia, saúde, exposição dos impressionistas em São Paulo, dicas, comentários, acontecimentos.
E pedimos águas e sucos. A seguir, vacilou-se sobre pedir um cálice de vinho para uma das amigas, depois para algumas, no fim pediu-se uma garrafa de vinho, degustada por quase todas. Para almoçar, os pedidos consistiram, basicamente, em raviólis ou sorrentinos e sanduíches light. Cada uma fez o seu pedido.
Não falei sobre a autora, Edith Eva Eger, porque se tratava de uma autobiografia. Todas acabamos sabendo muito sobre a vida dela, não foi necessário apresentar um resumo.
Então, iniciou-se pela Lídia que apresentou uma breve apreciação do livro, que consiste na história inesquecível de uma mulher que viveu os horrores da guerra, e que, décadas depois, encontrou no perdão a possibilidade de ajudar outras pessoas a se libertarem dos traumas do passado. Edith Eger era uma bailarina de 16 anos quando o exército alemão invadiu seu vilarejo na Hungria. Seus pais foram enviados para a câmara de gás, mas ela e as irmãs sobreviveram às torturas do campo de concentração. Ao final da guerra, Edith foi encontrada pelos soldados americanos em uma pilha de corpos dados como mortos. Mesmo depois de tanto sofrimento e humilhação nas mãos dos nazistas e, após anos e anos sendo já adulta e mãe de família, resolveu cursar psicologia, tornando-se profissional. Passou então a tratar pacientes que também lutavam contra transtornos pós-traumáticos, como soldados veteranos de guerra, mulheres vítimas de violência doméstica e tantos outros que, como ela, precisavam enfrentar a dor e reconstruir a própria vida. É um relato emocionante de suas memórias e dos casos reais que ela ajudou. Uma lição de resiliência e superação, em que Edith nos ensina que todos nós podemos escapar à prisão da nossa própria mente e encontrar a liberdade, não importam as circunstâncias. Lídia transcreveu duas mensagens da autora que a impressionaram: “Não existe hierarquia no sofrimento. Não há nada que torne a minha dor maior ou menor que a sua; não há nenhum gráfico no qual possamos registrar a importância de uma dor sobre a outra.” e “Não quero que você leia a minha história e diga ‘meu sofrimento é menos importante’. Quero que você afirme ‘se você pode fazer isso, eu também posso.’”
Passou-se, então, às apreciações de cada uma das amigas que leram o livro desse mês. A ampulheta não foi levada ao jantar, por esquecimento meu, novamente (sorry, sorry), mas tentou-se fazer de igual modo um controle de tempo, falando cada uma um pouco, organizadamente.
Iniciou-se pela Evelyn que gostou muito e se impressionou com tudo o que a autora passou.
Suzana também gostou muito, pesquisou os locais onde ela esteve. Apontou como muito difícil o momento em que ela decidiu ir para os Estados Unidos.
Cleo achou sensacional, dos melhores livros que já leu. Embora a história seja triste, não achou pesado o livro, mas poético. Enfatizou a dor, o sentimento de cada um A autora tinha uma vida interior muito rica. Privilegia o presente: agora estou aqui! Chama a atenção, ainda, para a expressão “não somos o que juntamos, mas o que espalhamos”.
Titina achou o início muito linear. Mas depois reconhece que o livro aprofundou muito, com belas reflexões, pensamentos, filosofia de vida. Gostou muito do livro!
Lise ficou impressionada com a autora. Desde pequena se mostrava forte. Operou o olho sem anestesia. Possuía uma força interior. Foi prejudicada desde cedo não podendo competir nas Olimpíadas, por ser judia. Chama a atenção ainda para a sua coragem de voltar ao campo de concentração. Foi o que a libertou.
Karin amou o livro. Já teve um terapeuta que adorou, como a autora, que foi uma ótima terapeuta. Já visitou Auschwitz, já esteve no Ninho da Águia. Livro muito belo. Os agradecimentos também a impressionaram muito.
Karen gostou também, foi quem nos indicou o livro. Referiu o Viktor Frankl, psicólogo renomado, que teve grande importância na vida da autora, quando já psicóloga.
A seguir, passamos a comentar livremente o livro. Havia muito assunto, e mais e mais comentários e impressões. Citação de frases e pensamentos da autora, momento, reflexões, o livro rendeu muitas boas conversas.
Café, palmiers, docinho, e foi tirada a foto no ambiente da livraria, muito bonito. Por fim, votou-se o próximo livro: Ferida, da autora Oksana Vassiákina.
E marcou-se a próxima reunião, para o Restaurante Benjamin Osteria Moderna, já conhecido de todas, na Av. Carlos Gomes, 400, térreo, no dia 26 de novembro, uma quarta-feira. Agendem-se!
Boas leituras a todas e até lá, bjo, Titina.






