Ata de nossa reunião de 09 de julho de 2025
Hora: 19h
Lugar: Restaurante MÜ, Rua Eudoro Berlinck, 260
Livro: Verônica e os Pinguins, de Hazel Prior.
Compareceram ao encontro 7 (sete) integrantes do clube: Cleo, Karen, Karin, Lídia, Lise, Suzana e Titina.
Aperitivamos e tomamos vinho branco, como quase sempre.
Iniciou-se conversando sobre variados assuntos, em especial homeopatia, suas variantes, médicos da especialidade, dicas de tratamento, tendo sido elogiados bons resultados obtidos por parte das amigas.
A Karin, a seguir, gentilmente nos brindou com deliciosos chocolates da loja Just Chocolate, na Galeria Casa Prado, da sua filha, Paula. Chocolates gourmet, amargos, com inusitados sabores, como por exemplo cristais de vinho e framboesa e limão. Foram muito apreciados! Todas adoraram a doce surpresa.
Comentou-se, ainda, a visita realizada no dia 02 de julho pelas integrantes do Clube à nova loja da Florense, a convite da Karin, que organizou e agendou o evento junto à administração do estabelecimento. Quem participou adorou. A loja é um show, linda, enorme, com variados e bem decorados ambientes, em que expostos e apresentados elementos modernos e mesmo futuristas de móveis. Ao final da visita, pôde-se conhecer o café da loja, em que nos serviram deliciosos salgados e doces, muito apreciados. Um chá completo, na verdade.
Falou-se, ainda da Saccaro, de outras lojas de móveis, da loja de moda feminina Was, da semana de alta costura de Paris para a temporada outono/inverno 2025-2026 que acontecia naquela semana, de 7 a 10 de julho de 2025, e que é acompanhada pela Cleo, que nos noticiou as novidades e tendências. Comentou-se, ainda, um pouco, das últimas medidas do Trump divulgadas um pouco antes de nossa reunião. Tiramos, então, a foto.
A seguir, passamos ao livro. Falei da autora Hazel Prior. Hazel nasceu em Oxford, Inglaterra e é uma harpista celta e autora de cinco romances best-sellers. Aborda, em seus livros, temas de vida selvagem e meio ambiente. Fez muito sucesso com o livro que lemos este mês – Verônica e os Pinguins. Atualmente, ela mora em Exmoor, no sudoeste da Inglaterra, tendo sido comentado que vive com um gato ruivo.
A seguir, a Lidia fez a primeira apreciação. Comentou que o início do livro não empolga, mas a história se torna envolvente com o tempo, à medida que os personagens se desenvolvem. O livro é narrado em primeira pessoa, alternando entre Verônica e Patrick. Quando Patrick lê os diários da avó, a narrativa se aprofunda, revelando uma história comovente de uma adolescente durante a guerra, com destaque para o vínculo familiar. Um ponto forte do livro é a recomendação de um pai à filha em momento de separação, que Verônica carrega por toda a vida e que Lidia observa constituir-se em um gancho para o livro que lemos no mês passado. Por fim, os pinguins são destacados como maravilhosos, com um convívio social e familiar superior ao da sociedade humana, conforme mencionado na página 152 do livro. O livro conta a história de Verônica, uma idosa, de 85 anos, que leva uma vida solitária, e que começa a refletir sobre a quem deixará sua enorme fortuna. Assistindo na televisão a um documentário sobre um centro de estudos de pinguins na Antártica, decide passar uma temporada lá, local sabidamente inóspito. No decorrer do livro acompanhamos a sua descoberta da existência de um parente vivo, que se torna protagonista em paralelo – Patrick - as novas amizades feitas na Antártica, a revelação de sua vida, de traumas passados e a situação dos pinguins no extremo sul do planeta, que precisam de ajuda. O livro é narrado sob diversos pontos de vista e se constitui em uma história sobre amadurecimento, família, encontros e reencontros.
Inauguramos a ampulheta, com a concessão de até 3 (três) minutos para cada integrante do Clube falar.
Cléo mencionou a paixão de Verônica pelo Giovanni. Não gostou do livro, no início, depois apreciou. Lise gostou muito apesar dos temas tratados, pesados, como solidão, perdão, pazes com o passado. Mostra transformações pessoais, uma mensagem de esperança, de que sempre seria tempo de se fazer concessões. Suzana gostou da leveza, achou o livro agradável, interessante, apreciou a ironia inglesa, afeiçoou-se ao pinguim e gostaria que eles tivessem ficado com ele. Karen chamou a atenção para a repressão aos sentimentos da protagonista principal. Perdeu os pais, o filho, o namorado, e queria encontrar alguém para amar. Por meio dos pinguins, encontrou o neto. Titina gostou muito da leitura e pontuou que, através dos pinguins, de um em especial, o Patrick, aproximou-se do neto, que tem o mesmo nome e serviu de inspiração para o nome dado ao pinguim.
A utilização da ampulheta foi considerada uma experiência exitosa. Então, por enquanto pelo menos, se continuará a utilizá-la. Serviu para organizar o debate, possibilitando a todos o registro de comentários sobre a leitura.
Continuou-se falando de psicopatia, que acometeria, ainda que de forma leve, 25% da população. Personalidade narcisista, controle, o fato de as pessoas não mudarem as outras. Foram dadas dicas de série, dentre as quais “A Reserva”. Houve assuntos referentes a filhos, dores do crescimento, ao motivo das coisas, e foi muito comentada uma importante frase do pai da Veronika, que merece registro: “Existem três tipos de pessoas no mundo, Very. Há aquelas que tornam o mundo pior, aquelas que não fazem diferença, e aquelas que tornam o mundo melhor. Se puder, seja uma daquelas que tornam o mundo melhor.” Essa frase tem um peso emocional bastante forte e serve como um importante guia moral para a protagonista.
Pedimos sobremesas de morango e abacaxi, conversou-se mais um pouco e foi marcada a próxima reunião para o dia 06/08, quarta-feira, no mesmo restaurante, Mü, às 19:00 horas.
O livro escolhido foi O desabamento, de Édouard Louis.
Beijo às amigas, e até lá, Titina.

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