Por sugestão de uma amiga interessada em reunir o grupo e incentivar a leitura, criamos de forma bastante informal, um CLUBE DE LEITURA que está em plena atividade e já debate (outubro de 2011) seu quarto livro. Nossos encontros são mensais e  recheados de muitas discussões. Como não somos experts, muito menos críticos literários, debatemos os sentimentos que os livros nos proporcionam, o que tem se mostrado muito rico do ponto de vista do crescimento individual e da convivência coletiva fraterna.
         A criação deste Blog é para que registremos a trajetória do Clube. O nome TOSCANA, surge para homenagear  aquela região italiana que, após  uma viagem que fizemos ( entre 11 casais)  para visitá-la, em abril de 2011, ela ficou indelevelmente marcada nos nossos corações. Como a criação do CLUBE DE LEITURA,  decorreu da parceria desenvolvida naquela viagem, a continuidade  do convívio daquele grupo (hoje ampliado), também justifica a homenagem.
         Este  Blog, que é restrito às participantes do CLUBE DE LEITURA TOSCANA, poderá conter  toda espécie de comentários, sugestões e propostas referentes a livros (lidos ou não), filmes, músicas,  peças teatrais e/ou shows , sobre os quais queiramos compartir impressões.
Bem vindas amigas!

domingo, 28 de setembro de 2025

SETEMBRO NEGRO - Sandro Veronesi

 


Ata de nossa reunião de 02 de setembro de 2025


Hora: 19h 
Lugar: Pot. Pourri Pizzaria - R. Furriel Luíz Antônio de Vargas, 374

Livro: Setembro Negro, de Sandro Veronesi

 

Compareceram ao encontro 8 (oito) integrantes do clube: Cleo, Evelyn, Karen, KarinLídiaMalu, Suzana e Titina.

 

Aperitivamos com vinho branco.

 

Iniciou-se conversando sobre variados assuntos erecentes acontecimentos na cidade. 

 

Falei sobre o autor, Sandro Veronesi, nascido em 1959. Trata-se de um romancista, ensaísta e jornalista italiano, que publicou vários romances, três livros de ensaios, uma peça teatral, inúmeras introduções a romances e coletâneas de ensaios, entrevistas, roteiros de cinema e programas de televisão. É o único escritor que foi agraciado duas vezes com o mais prestigiado prémio literário de Itália, o Prémio Strega: em 2006 pelo seu romance Caos Calmo e em 2020 pelo seu romance O Colibri.

 

A seguir, a Lídia apresentou uma breve síntese de seu enredo, contando que a obra narra a história de Gigio, um garoto de 12 anos que, já adulto, revisita lembranças do verão de 1972. O autor descreve minuciosamente cenários, cheiros, sons e referências históricas, como as Olimpíadas de Munique de 1972 e o massacre promovido pelo grupo palestino Setembro Negro. O enredo mantém a promessa de um acontecimento inesperado e brutal, mas, quando este ocorre, próximo ao final, a seu ver, não gera o impacto esperado.  Lidia não gostou do livro, tinha abandonado a leitura, mas depois retomou em razão do compromisso com o Clube. 

 

Passou-se, então, às apreciações de cada uma das amigas que leram o livro desse mêspor até três minutos, com o controle da ampulheta sendo feito pela Evelyn.  

 

Iniciou-se pela Karin, que até a metade achou o livro chato, Quase desistiu, lendo também em consideração ao Clube.  Ao final, apreciou mais, mas não foi de seu agrado.  A parte final, sobre os olivais e herança deixada pelo pai também não foi de seu agrado.

 

Evelyn achou muito descritivo, mas da metade para o fim, melhor.  O final não tinha nada a ver, mas pesquisando pôde perceber que o capítulo dos olivais tinha certo sentido, como uma coisa que, vista de cima, parecia ser uma coisa só mas, individualmente, havia várias árvores.

 

A Malu também se decepcionou.  A seu ver, otítulo só visou chamar a atenção e vender o livro. Esperava ler algo sobre as Olimpíadas de 1972, mas não era esse o enredo.  Quanto ao capítulo final, dos olivais, deveria ser outro livro.  Muito estranho.

 

Karen diz que o livro só teve início e fim, sem meio, que ele encorpou com histórias de praia, esportes, a vingança da mãe impressionou.  Seria um livro sem revisão, mal escrito em algumas partes.

 

Cleo refletiu que, quando se aprecia uma obra, livro, poesia, arte, não se deve apegar a nada pragmático.  A expressão do “amanhecer na Cornualha” a impressionou, assim como quando ele flagra a mãe falando com raiva, sem saber estar sendo observada.  Naquele momento o menino, personagem principal,  percebe que a mãe talvez fosse diferente daquela que ele conhecia, percebeu que não a conhecia por inteiro. Ali ele começa a mudar.  O autor é um poeta, tem profundidade. O relato da paixão que ele tinha pela Astel também impressionou.  O amor era algo dele. 

 

Titina adorou o livro. Achou interessante a abordagem indireta da discriminação racial na Europa da época, as relações, os valores que então grassavam.  Mesmo a parte da herança, que foi de maior complexidade e dificuldade de interpretação foi interessante. Gostou muito.

Suzana gostou, mas não tanto.  Pesquisou a praia onde a história se passa no mapa, gostou do foco nas Olímpíadas.  Pontua que a mãe fez alienação parental com o pai e critica, ainda o fato de um velejador virar um adepto de lanchas (o pai, no caso).  Isso não tem possibilidade de acontecer na prática.

 

Ainda assim, embora não apreciado pela maioria, o livro produziu certa polêmica.  A verdade e a mentira. Falou-se sobre loucura, família, personalidade, questões familiares.  Rendeu assunto. 

 

Jantou-se pizzas muito gostosas, que vêm cortadas em quadradinhos.  De sobremesa,  pizzas doces igualmente deliciosas, compartilhadas entre todas. 

 

Foi tirada a foto e, por fim,  votou-se o próximo livro: O Livro Branco da autora premiada com o Nobel de literatura em 2024, Han Kang, escritora sul-coreana.

 

A próxima reunião foi marcada para o dia 01 de outubro, uma quarta-feira, mas, depois, antecipada para o dia 30/09, terça-feira. Agendem-se!

 

Boas leituras a todas e até lá, bjo, Titina.

 

 

Nenhum comentário: