Ata de nossa reunião de 02 de setembro de 2025
Hora: 19h
Lugar: Pot. Pourri Pizzaria - R. Furriel Luíz Antônio de Vargas, 374
Livro: Setembro Negro, de Sandro Veronesi
Compareceram ao encontro 8 (oito) integrantes do clube: Cleo, Evelyn, Karen, Karin, Lídia, Malu, Suzana e Titina.
Aperitivamos com vinho branco.
Iniciou-se conversando sobre variados assuntos erecentes acontecimentos na cidade.
Falei sobre o autor, Sandro Veronesi, nascido em 1959. Trata-se de um romancista, ensaísta e jornalista italiano, que publicou vários romances, três livros de ensaios, uma peça teatral, inúmeras introduções a romances e coletâneas de ensaios, entrevistas, roteiros de cinema e programas de televisão. É o único escritor que foi agraciado duas vezes com o mais prestigiado prémio literário de Itália, o Prémio Strega: em 2006 pelo seu romance Caos Calmo e em 2020 pelo seu romance O Colibri.
A seguir, a Lídia apresentou uma breve síntese de seu enredo, contando que a obra narra a história de Gigio, um garoto de 12 anos que, já adulto, revisita lembranças do verão de 1972. O autor descreve minuciosamente cenários, cheiros, sons e referências históricas, como as Olimpíadas de Munique de 1972 e o massacre promovido pelo grupo palestino Setembro Negro. O enredo mantém a promessa de um acontecimento inesperado e brutal, mas, quando este ocorre, próximo ao final, a seu ver, não gera o impacto esperado. Lidia não gostou do livro, tinha abandonado a leitura, mas depois retomou em razão do compromisso com o Clube.
Passou-se, então, às apreciações de cada uma das amigas que leram o livro desse mês, por até três minutos, com o controle da ampulheta sendo feito pela Evelyn.
Iniciou-se pela Karin, que até a metade achou o livro chato, Quase desistiu, lendo também em consideração ao Clube. Ao final, apreciou mais, mas não foi de seu agrado. A parte final, sobre os olivais e herança deixada pelo pai também não foi de seu agrado.
Evelyn achou muito descritivo, mas da metade para o fim, melhor. O final não tinha nada a ver, mas pesquisando pôde perceber que o capítulo dos olivais tinha certo sentido, como uma coisa que, vista de cima, parecia ser uma coisa só mas, individualmente, havia várias árvores.
A Malu também se decepcionou. A seu ver, otítulo só visou chamar a atenção e vender o livro. Esperava ler algo sobre as Olimpíadas de 1972, mas não era esse o enredo. Quanto ao capítulo final, dos olivais, deveria ser outro livro. Muito estranho.
Karen diz que o livro só teve início e fim, sem meio, que ele encorpou com histórias de praia, esportes, a vingança da mãe impressionou. Seria um livro sem revisão, mal escrito em algumas partes.
Cleo refletiu que, quando se aprecia uma obra, livro, poesia, arte, não se deve apegar a nada pragmático. A expressão do “amanhecer na Cornualha” a impressionou, assim como quando ele flagra a mãe falando com raiva, sem saber estar sendo observada. Naquele momento o menino, personagem principal, percebe que a mãe talvez fosse diferente daquela que ele conhecia, percebeu que não a conhecia por inteiro. Ali ele começa a mudar. O autor é um poeta, tem profundidade. O relato da paixão que ele tinha pela Astel também impressionou. O amor era algo dele.
Titina adorou o livro. Achou interessante a abordagem indireta da discriminação racial na Europa da época, as relações, os valores que então grassavam. Mesmo a parte da herança, que foi de maior complexidade e dificuldade de interpretação foi interessante. Gostou muito.
Suzana gostou, mas não tanto. Pesquisou a praia onde a história se passa no mapa, gostou do foco nas Olímpíadas. Pontua que a mãe fez alienação parental com o pai e critica, ainda o fato de um velejador virar um adepto de lanchas (o pai, no caso). Isso não tem possibilidade de acontecer na prática.
Ainda assim, embora não apreciado pela maioria, o livro produziu certa polêmica. A verdade e a mentira. Falou-se sobre loucura, família, personalidade, questões familiares. Rendeu assunto.
Jantou-se pizzas muito gostosas, que vêm cortadas em quadradinhos. De sobremesa, pizzas doces igualmente deliciosas, compartilhadas entre todas.
Foi tirada a foto e, por fim, votou-se o próximo livro: O Livro Branco da autora premiada com o Nobel de literatura em 2024, Han Kang, escritora sul-coreana.
A próxima reunião foi marcada para o dia 01 de outubro, uma quarta-feira, mas, depois, antecipada para o dia 30/09, terça-feira. Agendem-se!
Boas leituras a todas e até lá, bjo, Titina.
