Por sugestão de uma amiga interessada em reunir o grupo e incentivar a leitura, criamos de forma bastante informal, um CLUBE DE LEITURA que está em plena atividade e já debate (outubro de 2011) seu quarto livro. Nossos encontros são mensais e  recheados de muitas discussões. Como não somos experts, muito menos críticos literários, debatemos os sentimentos que os livros nos proporcionam, o que tem se mostrado muito rico do ponto de vista do crescimento individual e da convivência coletiva fraterna.
         A criação deste Blog é para que registremos a trajetória do Clube. O nome TOSCANA, surge para homenagear  aquela região italiana que, após  uma viagem que fizemos ( entre 11 casais)  para visitá-la, em abril de 2011, ela ficou indelevelmente marcada nos nossos corações. Como a criação do CLUBE DE LEITURA,  decorreu da parceria desenvolvida naquela viagem, a continuidade  do convívio daquele grupo (hoje ampliado), também justifica a homenagem.
         Este  Blog, que é restrito às participantes do CLUBE DE LEITURA TOSCANA, poderá conter  toda espécie de comentários, sugestões e propostas referentes a livros (lidos ou não), filmes, músicas,  peças teatrais e/ou shows , sobre os quais queiramos compartir impressões.
Bem vindas amigas!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Reunião do dia 23/05/2012


O 11º MANDAMENTO
(Abraham Verghese)

“Lembre-se do décimo primeiro mandamento: não operarás um paciente no dia de sua morte”, diz o médico Thomas Stone a seu filho Marion...

A cada título que o grupo escolhe como a  próxima leitura , somos  envolvidas  em grandes expectativas que, crescentes, fazem com que mergulhemos  com empenho na estória,  em sua  geografia,  no momento histórico e nas vivências de seus  marcantes personagens .
A cada nova reunião do grupo, mais elaboradas e dinâmicas se tornam nossas discussões .

Neste romance, o renomado médico Abraham Verghese nos propicia uma visita ao mundo da medicina , onde os personagens são na maioria médicos  e nos adentra ao seu cotidiano e ao inexorável binômio de vida e morte.

Com tanta riqueza e contéudo a nossa presidente Lídia não deixou por menos. Nos trouxe questões profundas  para serem discutidas  e assim o fizemos:

... que verdades humanas essenciais ele prega?
... o que revela o romance sobre os sentimentos dos médicos?
... como o trabalho que fazem os afeta emocionalmente ou mesmo os insensibiliza?
... o que você acha que Verghese tenta dizer a respeito da natureza do amor e da perda?
... o que o livro nos diz quanto aos papéis de compaixão, da fé e da esperança na medicina?
... qual a sua experiência que você teve de médicos e hospitais?

Pergunta que não quer calar: “que tratamento de urgência, em situação de choque, é ministrado pelo ouvido?” A resposta certa é: “palavras de conforto”.

Ao passo que todas respondiam às perguntas feitas pela presidente e  davam o seu parecer, o grupo foi unânime em identificar que muitas vezes, por mais experiente e excelente médico alguém seja, esquece que o paciente é um ser por inteiro -  corpo e mente, carne e espírito, passado e presente e que, no momento de sofrimento , só emoção!  Que muitas vezes é mais digno e caridoso aquele que encaminha seu paciente terminal ao lar junto dos seus, sem que este perca em qualidade o pouco de vida que ainda resta.

Entre os agrados e mimos da nossa querida anfitriã Suzana, saboreamos queijos e vinhos . Foram três horas de grandes trocas e mais um  grande encontro  do Clube de Leitura.  Sentimos a falta das grandes colaboradoras: Titina, Malu, Andréia, Lise ,Celia e Valéria.
O livro eleito pela maioria foi o vencedor do Pultizer – A VISITA CRUEL DO TEMPO,  de Jennifer Egan.
A data prevista e agendada foi, como sempre, a ultima 4a. Feira do mês – dia 27 de junho.

Me despeço já com saudades e  desejando a todas   ótimas horas de leitura!!!

Denise



quinta-feira, 29 de março de 2012

Reunião do dia 28 de março de 2012

Por favor, cuide da mamãe
(Kyung Sook-Shing)
 
... Será que conhecemos realmente as pessoas que convivem conosco?
... Há algum momento da vida que nos perguntamos e entendemos os sacrifícios que nossas mães (ou pais) fazem por nós?
... e há algum momento da vida que é tarde demais para agradecer?
 
O livro Por favor, cuide da mamãe que se tornou um best-seller na Coréia do Sul (1,5 milhão de cópias), nos EUA e agora no Brasil é a história de uma mãe que após anos de total dedicação aos filhos é deixada literalmente para trás (ela desaparece numa estação de metrô em Seul). Com seu desaparecimento os filhos percebem que não lhe deram valor e que a mãe, apesar de toda dedicação, recebeu em troca indiferença e insensibilidade. 
A narrativa  nos faz perceber o quanto podemos ser desleixados com a pessoa que mais nos ama no mundo. A autora consegue também apresentar ao mundo ocidental um pouco da cultura coreana e mostrar o lado família tão comum e tão igual a todos nós.
 
Essa leitura nos trouxe  uma reflexão sobre as atitudes que tomamos com as pessoas que nos amam e faz uma relação com o amor e com nossa própria vida.
 
Nossa reunião mensal foi muito agradável e fomos recebidas com muito carinho pela Malu. Obrigada Malu querida.
Lídia , Denise, Malu, Arlete, Titina, Suzana, Evelyn e eu sentimos a falta das que faltaram (para as que faltaram o nosso próximo livro será O 11º Mandamento (Abraham Verghese).

A Titina vai encomendar o livro na Cultura e o próximo encontro será dia 17 de maio (o livro é grande) na casa da Suzana.
Beijos
Cléo




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Resumo da Palestra de Orham Pamuk no Fronterias do Pensamento


Orham Pamuk e a confiança na imaginação

                 A saudação musical da noite de encerramento da quinta edição do Fronteiras do Pensamento ficou a cargo da pianista Simone Leitão, que preparou o público para a fala de Orhan Pamuk, escritor turco galardoado com o Nobel de Literatura. Pamuk iniciou dizendo-se honrado de estar em Porto Alegre e lembrando sua primeira visita ao Brasil, em 2006.
              Chamou a atenção do conferencista como no Brasil e em outros países emergentes há um enriquecimento que resulta na criação de novas classes médias. Ele anunciou sua conferência centrada no romance e nas relações que ele estabelece com esse novo mercado emergente. Revisitando o conceito de romance, examinando-o a partir de dois pontos de vista: o do escritor e o do leitor. São várias as operações que fazemos em nossa mente quando lemos ou escrevemos um romance. Nossa percepção trabalha atentamente, mas reage de forma semelhante ao motorista que dirige um carro sem perceber que está apertando botões e pedais.
           Pamuk lembrou que o filósofo espanhol Ortega y Gasset atribui o sucesso do romance à atmosfera que ele cria, à diferença de outros gêneros, como, por exemplo, o suspense, que busca desvelar quem é o assassino. “À medida que lemos o romance, a história surge lentamente por meio de objetos, ensaios, ilustrações, comentários, acontecimentos, momentos, fantasias, cenas. O romance é uma grande estrutura com todos esses elementos, e o romancista é quem os organiza”, disse. O romancista converte verbos em imagens e, por sua vez, o leitor lê as palavras e inventa imagens com a sua imaginação. “Ler um romance é algo muito ativo”, insistiu.
              Uma outra operação mental feita tanto pelo leitor quanto pelo escritor é se perguntar sobre quanto há naquela história de real e quanto de imaginação. “Eu publiquei na Turquia um romance intitulado O museu da inocência que diz respeito aos sentimentos de um homem apaixonado. Os leitores me perguntaram se o amor dele aconteceu comigo, se eu era aquela personagem, porque a descrição parecia muito real, com muito detalhe.” Segundo ele, o próprio autor, mesmo sabendo que sua obra seja ficção, se faz essa pergunta. “Quando me fazem essa pergunta, eu tenho duas respostas. A primeira é: não, eu não sou o personagem. A segunda é: o leitor tem todo o direito de me identificar com o personagem, é sinal que estou sendo muito convincente.” Pamuk disse, também, que o ofício de escritor ensinou-o a conviver com desejos contraditórios e com eles seguir escrevendo.
               Para o escritor, o romance funciona porque leitores e autores não concordam em relação ao que é ficção e realidade. De outro lado, o romance é uma boa solução para se expressar em países onde não há liberdade de expressão com o pretexto de não ser o escritor quem está falando, mas sim seus personagens. “Leitores confundem o autor com os personagens, podemos misturar isso tudo no nosso imaginário. Essa mistura é o que torna o romance tão poderoso. Ler um romance significa entender o mundo através de uma lógica não cartesiana”, destacou, e explicou como ele já olhou o mundo através dos olhos de um fundamentalista islâmico convicto, embora ele não concorde com esses valores.
                Uma outra questão que leitor e escritor partilham é a pergunta sobre o quanto o mundo do romance se ajusta ao mundo real.      Além disso, tendemos a emitir juízo moral e político sobre o comportamento dos personagens. “Trabalhamos intensamente para entender todo o universo do romance e chegar a seu centro secreto. Todos os detalhes que coletamos na nossa leitura nos levam a ele. Em romances bem construídos, tudo está conectado, formando uma atmosfera e apontando para o centro secreto do romance”, explicou. É esse centro que distingue o romance de outras narrativas. “Romances são ficções tridimensionais”, insistiu o conferencista, para quem o romance está longe de morrer, já que há cada vez mais leitores e mais escritores.
              A visão profunda da vida que o romancista quer expressar se desenvolve enquanto o romance é escrito. Romances têm a ver com as perguntas centrais: o que é a vida, quais são seus valores essenciais? Eles transcendem os sentidos nacionais e identitários. “Somos mais do que passado e tradição, somos cidadãos livres do mundo. Não deveríamos ser escravos de nossa história, de nossa identidade, deveríamos seguir a nossa imaginação. As nossas histórias são uma pequena parte de nossa identidade, o que importa é nossa imaginação”, defendeu com convicção Orhan Pamuk, atribuindo à sua confiança na imaginação a razão pela qual continua escrevendo romances.
               Encerrada a conferência, Pamuk respondeu às perguntas da plateia e de suas interlocutoras, as professoras da UFRGS Joana Bosak e Zilá Bernd.
                  Ele se referiu à polifonia de narradores presente em seus livros, mas afirmou que isso não tira o centro construído pelo autor no romance. “Os narradores entram como uma colagem na pintura dadaísta. Há muitas vozes, mas não significa que o leitor não leia buscando um centro e que há uma intenção central do autor. Se o centro fosse só um construto do leitor, poderíamos ler a lista telefônica e interpretá-la como um romance.”
                O conferencista se referiu a dois tipos de pessoas: ingênuos e sentimentais. Os melhores romancistas são tanto ingênuos quanto sentimentais. Administrar os dois lados faz parte da espiritualidade do escritor.
                Encerrando sua participação, o escritor disse que, se tivesse que escolher uma única obra de toda a literatura, escolheria Ana Karenina de Leon Tosltoi. “No meio do romance, Tolstoi ficou cansado e escreveu uma carta a um amigo dizendo que queria que alguém terminasse o romance para ele. É um romance em que cada frase é perfeita, entendo perfeitamente seu cansaço. Tolstoi é um talento fora de série”, disse o escritor, e acrescentou que Tolstoi tinha entendido o segredo de um romance: reescrevê-lo muitas vezes.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mensagem da nossa Presidente

Amigas, a Andréa já conquistou o posto de redatora oficial do Clube. Apanhou com sensibilidade o clima da nossa última reunião do ano que acho,foi encerrado com  a sensação de conquista, afinal o Clube de Leitura Toscana EXISTE!
Para o próximo ano, vamos dar voos mais ousados...vamos exigir da nossa redatora e tb de outros membros do clube, (que se candidatarem, of course),  textos com análises e/ou comentários sobre os temas dos livros que lemos. Tudo a ser publicado no Blog.
Acho que ainda poderemos associar nas nossas reuniões, a discussão de algum filme, a ser escolhido no mês.
O livro votado para ser lido até janeiro foi O GRANDE GATSBY, de F.Scott Fitzgerald. Para as que quiserem aproveitar as férias, ainda foi indicado O QUARTO, de Emma Donoghue e tb. DIÁRIO DA QUEDA, de Michel Laub (livro que venceu o Prêmio Bravo/Bradesco deste ano).
A próxima reunião está em aberto, mas poderá ser convocada par após 15 de janeiro.
Meninas! Obrigada pelo interesse, compromisso e até pela seriedade com que estão levando o Clube!
Estou muito feliz, pois a cada reunião as discussões ficam mais interessantes!!
Beijos
Lidia

Registro Fotográfico de 22 de novembro


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ata 22 de novembro by Andrea - Livros VEDRA de Inês D'Almeida & GAROTAS DE XANGAI de Lisa See

Minhas queridas amigas!

Ontem tivemos uma linda reuniäo! Nossa Presidente nos recebeu em grande estilo, como é de seu feitio. Faltaram: Valeria, Denise e a novata Celia.
O primeiro livro que debatemos foi Vedra. Suzana nos apresentou a autora Inês D'Almeida e recebemos informações complmentares da Karin e Cléo. Aliás a Cleozinha estava realizada pelo livro ter suscitado debates intensos sobre o comportamento humano. O fato das coisas acontecerem tão próximas da gente acabaram trazendo recordações a Malu (num tal internato do Colegio Americano), calorões na Lise e deixando a Arletinha ouriçada!    Titina foi muito concreta e cheia de detalhes interessantes ao falar de Lisa See, informando, inclusive, a técnica de escrita da autora. A este ponto, entra a aula de história da nossa Presidente/anfitriã, que mereceu palmas das presentes, pela riqueza de detalhes com que situou no tempo as Garotas de Xangai. Este livro, que agradou muito a tantas companheiras tocou profundamente por tratar de temas como as relações familiares e a realidade da vida dos imigrantes.
Espero que ninguém tenha prestado atençäo em mim, que näo deixei passar um só quitute e ainda bebi a deliciosa Rosè geladinha...Evelyn esqueceu a maquina fotografica, mas mesmo assim se desdobrou prestando assessoria tecnológica a Dani que nos registrou !
Foi a última reuniäo do ano e fomos solicitadas a fazer uma apreciaçäo sobre o significado do Clube nas nossas vidas. Unanimemente, elogios, reencontros, prazeres, tudo foi descoberto! Além do fato de que, não só a Arlete em Seberi,mas também a Karen em Santa Maria e a Lise em Näo me Toque,  liam Sidney Sheldon quando tinham 13 anos.
Suzana, com seu lindo sapato em tons de verde, insistiu para que elegêssemos o livro do ano. Assim foi feito: O Arroz de Palma venceu, ou terá sido Garotas de Xangai? A votaçao foi disputada e até tumultuada...
Muitas sugestöes de livros afloraram e chega-se a conclusão de que nossas férias seräo recheadas de leitura e as caminhadas a beira-mar, repletas de novos assuntos e personagens.
O Blog vai decolar no ano que vem! Até lá...
Enviado pelo meu aparelho BlackBerry da Claro