Ata de nossa reunião de 18 de maio de 2026
Hora: 19h
Lugar: Restaurante L’Único, na Rua Gen. Couto de Magalhães, 1195
Livro - Marie Curie e Suas Filhas: Livres - Geniais - Pioneiras - Inspiradoras – Poderosas , de Claudine Monteil.
Compareceram ao encontro as 09 (nove)integrantes do clube: Cleo, Denise, Evelyn, Karen, Karin, Lidia, Lise, Suzana e Titina.
Iniciou-se com muita conversa sobre comemorações recentes, filhos, noras, netos, bolsas, novos restaurantes da cidade, Narbona, Giardino di Mamma Gema, Paparoto, Mandarienier, Makoto.
Logo começaram os brindes com vinho branco e fizemos os pedidos: escolhidos papardelle com lagosta (de novo) ou massa ao limone, basicamente.
Falei então sobre a autora, Claudine Monteil, escritora, historiadora e ex-diplomata francesa, especialista em direitos das mulheres. Foi uma das fundadoras do movimento feminista francês em 1970, signatária do Manifesto das 343 e amiga próxima de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Também escreveu diversas obras sobre Beauvoir e o feminismo francês, além de ter atuado no Ministério das Relações Exteriores da França e publicado, em 2016, a primeira biografia de Éve Curie, filha de Marie Curie. Em resumo, era isso, não havia muito mais a registrar.
A seguir, a Lidia fez um breve resumo do livro, que conta a história de Marie Curie e suas filhas. O livro retrata a trajetória de Marie Curie e de suas duas filhas, destacando uma família de mulheres marcantes na ciência e na cultura. Marie Curie recebeu dois Prêmios Nobel (Física e Química), algo raríssimo para a época, especialmente para uma mulher. Sua filha Irènetambém ganhou o Nobel de Química, junto com o marido. Marie e Irène acabaram morrendo em razão da exposição à radioatividade durante suas pesquisas. Já Ève Curie seguiu outro caminho: dedicou-se à escrita e ao jornalismo, tornando-se correspondente de guerra e autora da biografia de Marie Curie. Ève conviveu e entrevistou importantes figuras do século XX, como Winston Churchill, Eleanor Roosevelt, Chiang Kai-shek e Mahatma Gandhi. Viveu mais de cem anos, testemunhando grandes transformações históricas.O livro aborda temas como a importância da ciência, o papel da mulher na sociedade, igualdade de gênero e educação.
Foi comentado o sucesso das protagonistas. Sentiu-se admiração pelas mulheres retratadas. Olivro é bem histórico e as mulheres muito bem sucedidas. Há um paralelo do livro situando os acontecimentos na história. A Polônia é retratada como um país em que na época só houve sofrimento. Houve quem não gostasse do livro, grupo no qual me insiro, em que pese a importância da história contada e o valor das mulheres retratadas. Trata-se de um relatório, um documentário. As vidas das protagonistas, embora muito interessantes, foram apresentadas de forma pouco atraente, literariamente apreciando. Foi registrada, também, o destaque da filha Ève, que deu certo e não era cientista, nem endeusada. Como pano de fundo de tudo, a sociedade européia, francesa, da época que era bem machista e conservadora. Comentou-se, também, a questão da contaminação com chumbo a que se expuseram as cientistas e o papel delas na 2ª Guerra Mundial.
Passou-se, então, a jantar, apreciando os pedidos feitos. E a foto foi tirada na mesa dessa vez.
Conversou-se bastante, sobre filmes, Hamlet, Hamnet, Nuremberg, Michael, O Morro dos Ventos Uivantes, o Diabo Veste Prada 2, e sobre cinemas da cidade, etc. Também sobre a exposição Alice no País das Maravilhas e sobre a nova edição do livro, que foi exibida pela Cleo. Muito bonita! Quanto ao próximo livro, analisou-se “O Adversário” de Emanuel Carrère, “Partículas Elementares”, de Michel Houellebecqe “A Carne” de Rosa Montero. Foi escolhido, então, o livro “A Carne”.
E mais conversas sobre sono, como dormir, remédios, viagens, Nashville, Bruce Springsteen, etc. e a nossa reunião, dessa vez, acabou um pouco mais cedo.
Escolhido o livro “A Carne” de Rosa Montero , marcou-se a data da próxima reunião para o dia 23/06, uma terça-feira.
Boas leituras, bjo a todas e até lá, Titina.
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