Por sugestão de uma amiga interessada em reunir o grupo e incentivar a leitura, criamos de forma bastante informal, um CLUBE DE LEITURA que está em plena atividade e já debate (outubro de 2011) seu quarto livro. Nossos encontros são mensais e  recheados de muitas discussões. Como não somos experts, muito menos críticos literários, debatemos os sentimentos que os livros nos proporcionam, o que tem se mostrado muito rico do ponto de vista do crescimento individual e da convivência coletiva fraterna.
         A criação deste Blog é para que registremos a trajetória do Clube. O nome TOSCANA, surge para homenagear  aquela região italiana que, após  uma viagem que fizemos ( entre 11 casais)  para visitá-la, em abril de 2011, ela ficou indelevelmente marcada nos nossos corações. Como a criação do CLUBE DE LEITURA,  decorreu da parceria desenvolvida naquela viagem, a continuidade  do convívio daquele grupo (hoje ampliado), também justifica a homenagem.
         Este  Blog, que é restrito às participantes do CLUBE DE LEITURA TOSCANA, poderá conter  toda espécie de comentários, sugestões e propostas referentes a livros (lidos ou não), filmes, músicas,  peças teatrais e/ou shows , sobre os quais queiramos compartir impressões.
Bem vindas amigas!

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

AS PEQUENAS ALEGRIAS - Virginie Grimaldi


Ata de nossa reunião de 26 de agosto de 2026


Hora: 19h – quarta-feira

Lugar: Restaurante Benjamin

Livro - As Pequenas Alegrias” de Virginie Grimaldi

 

Compareceram ao encontro 8 (oito) integrantes do clube: Cleo, Evelyn, Lidia, Karen, KarinMaluSuzana e Titina.

 

Sentamos na sala reservada ao fundo do restaurante.  Muito confortável, bonita, e que permite grande interação das participantes. Já participamos de muitas reuniões do Clube lá, sempre ótimas. A conversa iniciou animada sobre as novidades de procedimentos estéticos experimentadas pelas integrantes do clube.  Muitas boas notícias estéticas e troca de informações dermatológicas, odontológicas e oftalmológicas, considerando que muitos dentistas e oftalmologistas estão prestando serviços nessa área. Foram divulgadas boas dicas e relatado um pouco de desconforto nos procedimentos. Falou-se sobre fios de PDO, radiesse, regeneradores, estimuladores de colágeno, sobrancelhas também preços e resultados.  Depois também sobre vitaminas, C, D, B12 e creatina.  A reunião foi muito instrutiva com grande troca de informações. 

 

De entrada, pães da casa com manteiga, e burratas compartilhadas entre todas. Com vinho pinot grigio. 

 

Falei, então, sobre a autoraVirginie Grimaldi, romancista francesa, nascida em 1977, perto de Bordeaux. Estreou em 2015 com Le premier jour du reste de ma vie e seus seis primeiros romances se tornaram best-sellers. Sua obra foi inicialmente associada à literatura feminina e de “bem-estar”, mas a autora passou a se distanciar dessa imagem, criticando a superficialidade de algumas capas e títulos e afirmando que não busca finais excessivamente felizes. Em suas obras aborda temas como envelhecimento, morte, memórias e relações humanas. Em 2020, Grimaldi ficou em segundo lugar entre os romancistas franceses que mais venderam livros na França.

 

Pedimos os pratos.

 

A seguir, a Lídia apresentou um breve resumo da obra, adiantando algumas apreciações, que sintetizo a seguir:

 

O livro trata da história de uma mesma mulher em duas fases da vida: primeiro, Lili, mãe de uma filha prematura, cuja vida passa a girar integralmente em torno da filha; depois, Élise, aos 50 anos, quando os filhos adultos deixam o lar para construir suas próprias vidas.

 

O ponto central da leitura é a dedicação materna excessiva, que ultrapassa o cuidado saudável e leva a personagem a abrir mão da própria identidade, do casamento, da família e de uma vida pessoal. A autora entende que essa dedicação não produz necessariamente filhos mais felizes ou mais próximos: ao contrário, quando adultos, eles se afastam e seguem suas próprias vidas.

 

A segunda fase reforça esse padrão obsessivo: Élise passa a dedicar grande parte de seu tempo a acompanhar crianças e pais em situações de hospitalização, revelando uma necessidade constante de cuidar.

 

Ideia central: o livro é visto menos como uma reflexão sobre a maternidade saudável e mais como uma advertência sobre os riscos da maternidade excessivamente sacrificada e da perda da individualidade da mulher em função dos filhos. O livro parece ser uma advertência a respeito da maternidade tóxica: a maternidade, quando deixa de ser uma dimensão da vida e passa a ser a própria identidade da mulher, pode transformar amor e cuidado em dependência, isolamento e sofrimento para todo.." 

 

Passamos, então, às apreciações.  Dessa vez, ninguém gostou do livro, mas temos que reconhecer que rendeu um bom debate. O livro foi tido como raso, fraco, superficial.  A maternidade tida como bengala. Uma frase foi destacada: “A generosidade é sempre um pouco egoísta”. Embora fraco e superficial, o livro mexeu com vivências, experiências, lembranças e sentimentos das integrantes do clube, que foram relatados na reunião. A culpa das mulheres, por tudo, com o que muitas, ou todas, se identificaram. 

 

Passou-se, então, ao jantar, e depois sobremesas compartilhadas, como de hábito. 

 

Conversou-se bastante, sobre filmes, livros,  peças de teatro, inclusive a que algumas integrantes do clube foram, recentemente,  no teatro da Santa Casa, e gostaram bastante: “A Livraria do Amor” do Gilberto Schwartsmann. Filmes do Nolan, Matrix, Odisseia, Interestelar, filosofia, Pequeno Príncipe, dicas de pontuação em milhas, Livelo, e muito mais. 

 

Foi tirada a foto e escolheu-se, então, o livro para a próxima reunião, dia 06/10, terça-feiraVia Gemito de Domenico Starnone.

 

Boas leiturasbeijos a todas e até lá, Titina.