Por sugestão de uma amiga interessada em reunir o grupo e incentivar a leitura, criamos de forma bastante informal, um CLUBE DE LEITURA que está em plena atividade e já debate (outubro de 2011) seu quarto livro. Nossos encontros são mensais e  recheados de muitas discussões. Como não somos experts, muito menos críticos literários, debatemos os sentimentos que os livros nos proporcionam, o que tem se mostrado muito rico do ponto de vista do crescimento individual e da convivência coletiva fraterna.
         A criação deste Blog é para que registremos a trajetória do Clube. O nome TOSCANA, surge para homenagear  aquela região italiana que, após  uma viagem que fizemos ( entre 11 casais)  para visitá-la, em abril de 2011, ela ficou indelevelmente marcada nos nossos corações. Como a criação do CLUBE DE LEITURA,  decorreu da parceria desenvolvida naquela viagem, a continuidade  do convívio daquele grupo (hoje ampliado), também justifica a homenagem.
         Este  Blog, que é restrito às participantes do CLUBE DE LEITURA TOSCANA, poderá conter  toda espécie de comentários, sugestões e propostas referentes a livros (lidos ou não), filmes, músicas,  peças teatrais e/ou shows , sobre os quais queiramos compartir impressões.
Bem vindas amigas!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Reunião de 15/04/2015 - O Diamante de Jerusalém


 
 
   Não acho que eu deveria escrever esta ata. Fica complicado a pessoa que sediou a reunião, ser imparcial e comentar com neutralidade um evento que requer tanta dedicação, sem puxar a brasa pro seu lado. Mas, vista a minha próxima ausência, resolvi nem cogitar a dispensa deste meu compromisso. Fui forçada a organizar o encontro no salão de festas do prédio, já que a minha maison está em obras. Nem por isso, abdiquei de dar as colegas o maior conforto possível, providenciando um espaço lounge, e levando de casa todos os mimos que pudessem dar à ocasião, o requinte que ela merece. Tenho certeza que todas teriam apreciado do mesmo modo, mas esta foi a forma que encontrei de acarinhar cada uma das companheiras.
As loiras

As morenas
                                     

















Antes de começarmos o debate sobre o livro, fizemos algumas brincadeiras e o clima entre nós estava jocoso, como sempre. Demos boas risadas separando as loiras das morenas, curtindo o modelito da Arletinha e tirando fotos alla Sharon Stone. Falamos sobre o lindo casamento da filha da Dedê e de como a mãe da noiva estava especialmente elegante. Lamentamos mais uma falta da Titina, que docemente nos desejou um feliz encontro, mesmo de longe. Ainda assuntamos sobre os filhos da Lise indo morar sozinhos e a viagem da Evy pra França. A Malu estava cheia de orgulho do novo neto, Antônio, lindo e calmíssimo. Nos enveredando para o livro de Noah Gordon, tivemos que comentar a dificuldade que a Arlete teve em conseguir o livro, tadinha, sofreu...

     Nossa Presidente iniciou falando sobre o autor americano, do qual já havíamos lido pelo Clube, “ O Último Judeu “. Lidinha declarou ter lido “O Diamante De Jerusalém” no final de semana, na praia, e ter gostado da obra. Achou interessante as três religiões que disputavam o mesmo objeto, com nomes e significados diferentes pra cada uma. Este não é um livro que levante debates, mas os comentários foram fluindo espontâneos com observações, principalmente, sobre o protagonista Harry Hopeman. A Cléo achou superficial e fomos unânimes em concordar que talvez por isso, não nos tenhamos  sentido envolvidas pela narrativa. O tema era muito interessante, mas chegamos a cruel conclusão de que a idade avançada limitou Mr. Gordon a uma trama pouco detalhada na qual estávamos em constante espera pelo grande acontecimento, que não acontecia...
As gurias e o canteirinho de cogumelos recheados
 

 Linkamos , e era impossível deixar de fazer isso,  aos últimos acontecimentos do Estado Islâmico. Karen lembrou e nos contou várias situações de sua viagem a Israel, identificando-as com passagens do livro. Denise foi taxativa ao afirmar que a grande obra do autor foi “O Físico”, devo concordar. Karin notou semelhanças e repetições deste livro com “O Último Judeu” . Mas salvamos aspectos interessantes sobre a tradição dos israelitas, as origens de suas atividades como banqueiros e comerciantes  e o tamanho do diamante amarelo, afinal, dimonds are a girls best friend. Antes de encerrar o debate, recebi um caloroso beijo e abraço da Presidente, que me parabenizou pelo esforço, quando declarei ter lido até as 3h da manhã para acabar e poder participar ativamente das discussões.


                        






    Encabeçado pela Suzana e pela Evelyn, agora procuradora da Titina, e apoiado pela muy séria Denise, um movimento insurgiu colocando que devíamos usar mais tempo da reunião para escolher o próximo livro. Além disso, a proposta era já definir duas obras, vista a dificuldade que temos tido em adquirí-las num curto espaço de tempo.  Indicações da Lídia e da Suzana. Me lembro que neste momento a Lise disse: - quero ver como a Andrea vai fazer a ata, ela não anotou nada!
Gelei. Tinha lembrado de muitas coisas, mas não lembrei de um caderninho e caneta. E pior, já tinha provado todos os vinhos! O que seria de mim??? Coragem! Pensei: tomara que a comida esteja boa, assim vão me perdoar se a ata não estiver...
Voltando aos livros: Em votação, decidimos por “A Distância Entre Nós”, para o encontro de 20 de maio na casa da Cléo e o batalhador “O Sári Vermelho” para junho.














    Antes de passarmos a mesa, presenteei as amigas com pequenos tapetinhos turcos que têm 1001 utilidades! Elas mesmo comprovaram através das fotos que me enviaram ao chegar em casa.


     Sentadas, as gurias curtiram os lugares marcados com o nome de cada uma, Evy pleiteou levar as cadeirinhas como lembrança... A chef Silvana, que já havia nos servido na casa da Suzana e da Lídia continuou nos encantando com seu talento e apresentou um sorrentino de camembert e rúcula com molho aveludado de nata e camarão cítrico. 

















Para a sobremesa sorvete de queijo com calda delicada de goiabada. Tomamos um chá super gostoso, ao qual a Lise resistiu muito. Ela estava com medo de não conseguir dormir...












Como sempre, o bom da conversa acaba começando neste momento, mas também como sempre, a censura não permite a divulgação dos detalhes. Quem ouviu, ouviu...

  Bom. O que minha memória foi capaz de lembrar, esta aí. Espero que o registro tenha ficado bom e que vocês tenham belas e calorosas reuniões na minha ausência. Adoro vocês e este grupo maravilhoso que formamos!

Beijão,
Andrea






sexta-feira, 3 de abril de 2015

O Reencontro


   Analisando nosso grupo, veremos que, com excessão da Malu, todas nós temos uma coisa em comum… uma localidade, um balneário, uma praia : Atlântida. Neste caso, não è um reino perdido, submerso pelas águas, pelo menos por enquanto, mas um aglomerado de casas e alguns pequenos prédios, entre Xangri-lá e Capão da Canoa, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Fato está que, pra nós, foi lugar onde nos conhecemos, lugar onde tantas e tantas vezes confraternizamos, lugar que, com sua magia, nos relaxa e que, na maioria dos casos, acaba por nos desconcentrar dos objetivos do Clube de Leitura. Lá passamos a maoir parte do tempo entre a nossa última reunião de dezembro, e nosso encontro de março.
 Entre caminhadas à beira mar, mergulhos nas ondas espumejantes, aulas de ritmos, voltas e voltas no Lago, jantares de pura orgia gastronômica, estivemos juntas. Tivemos  a inauguração do apartamento da Su, a feijoada da Titina, a sessão de cinema na casa da Lise, a festança da Lidia… Estou especificando esta problemática, porque, ao retornar as atividades oficiais, muitos foram os relatos de livros não lidos, de falta de tempo e de dificuldade de concentração.



    Nosso retorno das férias foi num encontro na casa da Lidia, nossa Presidente que , visivelmente emocionada, iniciou os trabalhos agradecendo a presença de todas. Fez planos para o ano que está começando, tentando um comprometimento da nossa participação na Flip, em julho, em Paraty. Titina, que infelizmente não esteve presente, foi encarregada de viabilizar este projeto. O início das discussões foi difícil, muitas conversas paralelas.  Como havia uma variedade de livros a serem lidos, ousei pedir as colegas, com 10 dias de antecedência, que produzissem poucas linhas sobre sua atividade literária durante as férias, mas poucas foram as queridas que atenderam minha solicitação. Mesmo assim, a reunião foi rica de trocas d













      Lidinha,  dedicou-se a nos contar a "Eternidade Por Um Fio" de Ken Follett, terceiro romance da trilogia "O Século". Escreveu a Presidente: - Como nos outros volumes, o autor narra acontecimentos históricos mundiais de 1961 e 1989. Através de personagens pertencentes a 4 famílias (alemã, russa, americana e inglesa), que se inter-relacionam com o poder político de seus países e assim, vivem, suas relações amorosas, familiares e profissionais com os momentos históricos. Lidinha, que não é presidente por acaso, leu também a trilogia da história de Getulio Vargas, "Pintassilgo", "Josefina"… Enfim… Leu sem parar. Mas considerou o Ken Follett sensacional, e disse que apesar das 1030 páginas, não o sentiu pesar as pálpebras.

    A Denise, que voltou a nos alegrar com sua presença, depois do curso de Pasticceria na Itália, esteve muito envolvida com a chegada de mais um netinho, o casamento da filha e outras cositas mais… Na realidade, segundo ela, ainda nem chegou direito. Dá pre entender nossa pequeninha, é muita coisa junta! Arlete que seria a próxima, seguindo o círculo, estava, pra variar, no lugar mais confortável da sala, relaxadamente sentada, com um kaftano azul que também devia ser pra lá de confortável. Ganhou no amigo secreto, “O Verão Sem Homens “ e por motivos óbvios, resolveu não ler. Pragas a parte, começou várias leituras, mas não concluiu nenhuma. Uma coisa é certa: aproveitou as férias!















   






     Cléo, leu e apresentou o trabalho por mim solicitado!!! “ O Fio Da Vida” de Kate Atkinson, explora a segunda chance na vida das pessoas. A protagonista morre repetidas vezes, mas conforme as decisões do dia a dia, os fatos podem ser mudados e isso muda também  seu destino. Segundo nossa It Girl sua leitura daria muita discussão. Cleozinha re-leu “O Pai Nosso” e viajou bastante durante as férias. Lise, ganhou da Malu, “O Homem que amava os Cachorros” , mas não leu. Com seu jeitinho autêntico, reconheceu a tal dificuldade de concentração que descrevi no início. Leu, porém, “Se eu ficar” e achou uma porcaria.



Evy foi outra amiga que sofreu do “efeito Atlântida”. Presenteada pela Cléo com o Pintassilgo    não conseguiu engatar a leitura nem dele, nem do precedente “O Homem Que Amava Os Cachorros “, lia mas não vencia, estava difícil de ler. Mas, nossa assistente cibernética foi salva pela aquisição de uma nova máquina fotográfica, cuja performance pode já ser verificada pela qualidade das fotos desta ata. Obrigada, Evelyn, pela tua dedicação. 

Passamos a Karen, outra grande leitora! Ainda bem que ela leu o    " Pintassilgo" e fez o resumo que solicitei, sendo assim, consegui saber do que tratava a obra, já estava curiosa… Escreveu a Karen: - O ponto de partida do livro é um ataque terrorista num museu em NY, no momento que Theo e sua mãe estavam admirando um pequeno quadro chamado ‘Pintassilgo’ do pintor holandês Carel Fabritius. O livro descreve a vida de Theo depois deste dia, após perder a mãe na explosão e levar consigo a tela do pintassilgo, cuja moldura havia sido destruída. O romance é de ótima leitura, segundo Karen, e as reviravoltas da trama prendem o leitor ao longo das suas 720 páginas. Além deste, a devoradora leu a trilogia do Getúlio e "O Fio de Eternidade".



      A Suzana estava de apartamento novo na famosa Atlântida! Um lugar extra aconchegante e gracioso que exigiu dela um esforço concentrado no período de férias. Mesmo assim, ela leu “O nome de Deus” e  teve tempo de trocar o livro que ganhou da Evelyn por outros 4. Nos encantou contando que depois da sua viagem a India, aproveitou para re-ler “O Tigre Branco” e teve o mesmo prazer que experimentou quando da primeira leitura, como todas nós. Karin foi até a metade do “Pintassilgo”, seu presente do amigo secreto, e está amando a redação, que ela avaliou como mais intelectualizada. A Dinamarquesa trabalhou muito durante o verão e teve que fazer opções. Então trabalhou e se deu as festas que não foram poucas, deixando a leitura pra março, hehehehehehe.

      Karin, quando do nosso amigo secreto, me deu “ O Chamado do Anjo", do autor francês Guillaume Musso. Colocou dentro do livro um cartão super afetuoso e passei o verão usando-o como marcador. Toda vez que abria o livro, lembrava dela e do seu carinho. Mas vocês acreditam que quem comprou o presente foi a Karen e não a Karin… Meu mundo caiu! Brincadeiras a parte, conforme relatei na reunião, o livro é delicioso, vibrante, moderno. Uma história de amor só possível nos nossos tempos de globalização que une com imensa facilidade quem está em Los Angeles a quem está em Paris. Envolvendo o mundo da culinária, que amo, com as flores que adoro. Só lendo pra crer! Recomendo! Depois de mim, foi a vez da Malu. Ela também leu muito. Leu e leu, mas era uma literatura sem título e de autor não divulgável. Fica complicado para entrar em detalhes, mas se registra que ela teve nossa compreensão e carinho.



Tínhamos muitos livros no aguardo de entrarem para o nosso seleto grupo. A votação foi tensa, mas no final saiu vencedor “O Diamante de Jerusalém “ de Noah Gordon que travou dura batalha contra “O Sári Vermelho “ de Javier Moro. 







Passamos a mesa e devo dizer que se já os petiscos estavam deliciosos, o jantar foi impecável. Desde a montagem finíssima da mesa até o prato preparado pela Chef Silvana! 




Gostaria de registrar que, sabendo da minha devoção pelos bons vinhos italianos, o Primeiro Cavalheiro do Clube de Leitura Toscana, fez uma seleção imbatível de néctares que foram servidos durante a reunião. Nosso próximo encontro ficou marcado para dia 15 de abril na minha sede! Aguardo as amigas que, visto a volta à realidade e à rotina, deverão apresentar-se lidas e concentradas, ok???

 Beijão

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Reunião de 4/12/2014- Casa Rossa


          O Clube de Leitura Toscana passou a ter pra nós uma função terapêutica. As nossas reuniões têm a capacidade de dar uma boa lavada na alma, tirar o encardido e até remover algumas manchas. Por isso, me apresentei no último encontro esperando ser tratada! Foi um mês muito difícil, ou, pelo menos, carregado de desafios que foram se levantando na minha frente, como obstáculos em uma corrida e que, graças a Deus, foram sendo superados sem muito esforço meu. O fato é que me causaram um stress tão grande que, só o que eu precisava, depois de tudo resolvido, era relaxar.  Na minha cabeça, o objetivo era chegar na acolhedora casa da Karen, me recostar na chaise long que tinha sido da Arletinha um ano atrás e beber a espumante Maria. bem geladinha. Queria ouvir falar deste livro gostoso que é "Casa Rossa", sentir que também para as minhas amigas a leitura havia sido fácil e interessante e, como sempre fazemos, trazer pra nossa vida as experiências vividas pelas personagens.



          E assim foi... A casa estava linda, a chaise me esperava, a Maria também e como era minha expectativa, ali estavam e chegavam as amigas sedentas por falar desta história da vida real que é "Casa Rossa". Uma saga familiar, que, como bem está analisado na contra capa, nos conta sobre o que se perde no caminho. Falar sobre família, relações, balanços de perdas e ganhos, razões por ter ou não feito alguma coisa, isto é a cara do final do ano... Então o livro e sua discussão se encaixaram perfeitamente no momento e isso foi suficiente para que a conversa fluísse deliciosamente.



          A Karen estava bem abatida, com uma gripe forte, mas nem por isto, deixou de nos receber no mais querido dos modos. A Malu, extremamente inquieta, a Cléozinha e a Lise encantadas com o livro. Evelyn, relaxada como eu, não trouxe a máquina fotográfica. Karin, toda em tons de azul, lançou óculos que ressaltavam ainda mais suas pelotas . Nossa Presidente chiquérrima, totalmente em  “Channel inspiration “, guiou os trabalhos com maestria, mesmo quando resolvemos eleger o livro do ano. Suzana encabeçou a sua obstinada batalha por  “A Noite Andamos em Círculos”, mas com a sentida ausência da sua fiel escudeira Titina, não conseguiu emplacar. Hehehehehe. "Casa Rossa" (trazido ao grupo pela própria Su)  foi eleito o livro do ano pelo Clube de Leitura Toscana. Arletinha, ao votar comigo e tantas outras para destacar a obra italiana, se sentiu vitoriosa! Aliás, esta é a palavra definitiva para a companheira, que há 365 dias sentou-se na reunião e não pronunciou sequer uma palavra.



          Convidadas a passar para a mesa, nos deparamos com o que considero uma peça de pura arte: a sopeira pintada pela Karen. A imagem fala por si... Até mesmo os pratos onde o impecável jantar foi servido, eram de autoria da nossa amiga, que orgulho! Parabéns garotinha vovozinha!!!


 
         















        Quando começamos a nos movimentar para o sorteio do amigo secreto, fui novamente lembrada de que não havia trazido meu material de registro... Naquela altura, a Maria já tinha tomado conta do meu cérebro e foi resolvido que as fotos contariam o resultado. Gostaria de registrar que a busca e a entrega do Pintassilgo foram marcantes, parece que o livro está muito cotado. Vale também confidenciar que houve gente esquecida que contou com a previdência de colegas para poder presentear... Como todas já sabem, mas nunca é demais recordar, nas férias leremos o livro que ganhamos e na reunião de março,  após a explanação de cada uma, se escolhe a primeira leitura do ano. Aí vão as imagens de registro:





  


        



          Como sempre, o final da reunião foi revelador... Entre uma confissão e outra, pudemos sentir o apoio das amigas. Algumas como a Karin, mais indignadas, outras como a Lidinha, mais diplomáticas, ou como a Evelyn, provocadoras... As românticas como a Cléo e puras como a Lisinha, determinadas como a Malu. As sonhadoras como a Suzana e guerreiras como a Arlete. Certo que sentimos a ausência da nossa encrenqueira Denise, que ainda bem, já está voltando, e da faltosa mas adorável e meiga Titina. Todas temos um pouco de cada uma... Enfim, mais um final de ano juntas na casa da Karen, saindo com bolinho de frutas na mão. Desejo um Natal repleto de felicidades e que no Novo Ano possamos nos revelar ainda mais através das leituras do Clube, crescendo individualmete e juntas enquanto amigas do coração. Que possamos cultivar a fidelidade e a confiança pois é isso que faz com que o ambiente das nossas reuniões seja tão prazerosa.  Beijo 


Andrea

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Reunião de 1/10/2014- À Noite Andamos em Círculos X Sal


Em período de eleições, o Clube de Leitura Toscana, ainda que sem saber, protagonizou um episódio de escolha que, em muito, se assemelha as facetas de uma eleição de verdade. Na última reunião, havíamos escolhido, como sempre fazemos, por maioria, o texto “À Noite Andamos em Círculos". Porém, após tentar lê-lo procurando atrativos que a estimulassem, nossa Presidente, saindo de viagem, mandou mensagem trocando o livro por “Sal”de Letícia Wierzchowski. Segundo Lídia, a leitura não decolava e estava “um saco”. Pensando em salvar seu povo do martírio, ela rapidamente alterou o programa e deu uma guinada na campanha propondo um livro aprazível, uma história familiar, daquelas que tanto agradam as massas. Pois bem... o tiro saiu pela culatra...

Havia quem já estivesse lendo e gostando como a Titina, havia quem não tivesse tempo hábil para mudar, como a Suzana e quem quisesse ler os dois, como a Evelyn. É assim... o povo nunca está satisfeito... A Cléo tentou ir em frente, mas não passou da metade, mesmo tendo lido coluna do Luciano Alabarse que recomendava o peruano Daniel Alarcòn. Enfim... Nossa sempre democrática Presidente, resolveu, então, debater os dois livros, começando pela narrativa, da primeira obra, para quem não havia lido.  Mas antes de entrar neste argumento farei um parêntese de conteúdo mais agradável.



Chegamos na casa da Evy e fomos conduzidas à cobertura, nosso local para os trabalhos!  A primeira vista, já estava lá uma encantadora mesa de centro com as lembrancinhas personalizadas, docinhos temáticos e uma belíssima orquídea de cor rosa amizade! A anfitriã providenciou um garçon que, mesmo chegando atrasado (para ela),  nos deixou faltar nada entre bebidas e petiscos. Já se via a mesa de refeições decorada com esmero e sentia-se o perfume delicioso que subia pela escadaria vindo da cozinha. Estava garantido mais um encontro de sucesso! Pra minha surpresa, e creio que de outras colegas  também, quem vem ao encontro é a Malu. E, acreditem se quiserem, mas como já é sua característica, com o livro lido em dois dias. Obviamente, o livro ‘errado', pois até então ela estava fora do whats app e portanto sem atualizações. Tivemos as ausências da Denise que está na Italia estudando, da Karin, na França saracoteando e da Karen com uma indisposição...


Titina começa então, a contar a história do ponto onde Lídia parou de ler ... depois que eles foram pro interior. Evelyn, Suzana (com seu colar inspirador)  e Malu que gostaram da leitura, ajudam, complementam com detalhes. O enredo é complicadíssimo.  E, mesmo pra quem leu, não foi possível entender quem era o  narrador que apareceu do nada lá pelo final do livro  e o que vai acontecer com o coitado do Nelson. Aliás, do Nelson veio a reflexão que marcou as colegas leitoras, principalmente por ser personagem tão jovem "... ele temia a velhice prematura das oportunidades perdidas ... "  E mais, depois de chegar ao fim, a pergunta que não quer calar: QUEM MATOU MINDO??? Com todas estas dúvidas e a função de assassinato, cadeia, mentiras... Achei que o livro não era um candidato ficha limpa e muito me alegrei em ter seguido a Presidente na indicação da Arletinha para “SAL”. 





















Cléo se levanta, papelzinho na mão. Fez um resumo poético da obra de Leticia Wierzchowski. Lídia começa a contar esta história, já que, do mesmo modo, algumas não leram "SAL". Falamos sobre as simbologias, sobre o amor gay, sobre o amor familiar e, como lamentou a Lisinha, com toda a razão, poderíamos ter falado muito mais de "SAL”. Eu adorei esta mãe espetacular, Cecília, que questionava "... a tolice que sustenta as regras do mundo" e que criou seis filhos, mas pensava somente em ser abraçada por doze braços. 



Fomos pra mesa e a discussão foi se misturando a fatos do nosso dia a dia, acabamos abandonando Cecília ao seu farol. Cléozinha, que estava com a ociticina a mil, desta vez quis fazer um brinde, que no final foram três...  O primeiro a querida Evy, cuja recepção foi sinônimo de carinho, o segundo, a tudo que é legítimo como a nossa amizade (-eu sinto vocês como irmãs!) e o terceiro, a viagem dela que não saiu, pois graças a greve da Air France, nossa fashionista pôde estar presente.

Mas voltando ao assunto das eleições, no caso desta reunião, verificamos também escolhas individuais, que cada uma de nós se sentiu no direito de fazer. Havíamos escolhido um livro, como sempre livre e democraticamente.  Nossa líder no intuito de nos livrar daquela que, até então havia se demonstrado uma leitura sacal, mostrou-nos outro caminho e nós resolvemos seguir de diferentes formas e por diferentes motivos. Nossas experiências pessoais e momentos de vida são tão diferentes, que algumas adoraram “À Noite Andamos em Círculos”, outras não conseguiram passar da metade e trocaram, algumas foram direto para “SAL”, pois ainda não haviam iniciado o primeiro, mas as mais fiéis e determinadas, serão as que lerão os dois pois o grande objetivo do Clube é ler, mais e mais...

E já que estamos falando de escolhas, nos cabia a decisão sobre o próximo livro. Lise sugeriu Alice Munro, Suzana trouxe várias indicações, assim como a Lidinha. Ficaram para o segundo turno “Mr Gwyn”de Alessandro Baricco e "Casa Rossa" de Francesca Marciano. Numa votação apertadíssima elegemos “Mr Gwyn” para ser discutido no dia 5 de novembro, na churrasqueira da Arlete .  Mas ainda não era tudo...vejam a percepção e sensibilidade de nossa Presidente: ela propõe que o segundo livro, que foi tão apreciado como sugestão, seja lido para a nossa reunião de encerramento em dezembro. Portanto, como impossível em uma eleição real, conseguimos ter dois eleitos, dois vencedores, duas belas obras que terão chance de mostrar seus encantos a este seleto grupo de leitoras irmãs.



Bjs a todas e
Boa leitura! 
Andrea